Café Filosófico e Espaço Vivencial: Registro das reflexões e vivências de todos aqueles que buscam seus propósitos, em cada momento da vida, e contam com a ajuda da filosofia, de terapias e jornadas existenciais para seu crescimento pessoal e coletivo. Buscamos a interação com nossa comunidade, na perspectiva da exercício da cidadania. (*) Do grego - Phylo = Amor; Sophia = Sabedora. Assim: Filosofia signfica "Amor a Sabedoria"
domingo, 5 de agosto de 2012
sábado, 23 de junho de 2012
RESUMO GERAL - "Antropologia Filosófica" – SEGUNDO BIMESTRE 2012
No Corpo dos Seres Humanos encontramos a ação das Leis Necessárias (não estão sujeitas a preceitos éticos, como a chuva, por exemplo), que são idênticas às Leis que regem a Natureza. Por exemplo: o sistema circulatório não depende de nossa vontade para funcionar, mas sim de leis da biologia, que constitui uma lei da própria natureza. Os seres humanos assim possuem um corpo que obedece às leis biológicas, mas também possuem um psiquismo e autoconsciência que fazem deles seres livres para decidir por seus próprios atos (estão sujeitos aos valores da ética).
Um dos conceitos estudados no tema “Natureza e Cultura” é a chamada ação por instinto, presente nos animais. A ação por instinto se caracteriza por depender das leis biológicas, ser invariável de indivíduo para indivíduo, não criar história e ignorar a finalidade da ação.
Quando falamos da ação inteligente estas ações possuem as seguintes características: Ela surge primeiro no pensamento e depois na ação; possui uma finalidade, varia de indivíduo para indivíduo, não estando condicionada pelo DNA e produz história e cultura.
Segundo uma de suas definições a Antropologia Filosófica tem como objetivo estudar o ser humano integral ( dimensões biológicas, sociais, psíquicas e espirituais.)
O estudo do Amor é um dos temas centrais da Filosofia. Alguns dos seus principais conceitos foram elaborados por Platão e foram amplamente estudados por diversos teóricos como Freud e Marcuse. No estudo do amor reconhecemos três nomes principais de acordo com suas características, como Eros, Filia e Ágape.
Freud propôs uma estrutura, na sua Teoria da Personalidade, composta por três fatores: o ID (instintos), o EGO (a personalidade) e o SUPEREGO (repressão). Um Ego equilibrado surge, quando um Superego (representado pelos pais) consegue atender e conter o Instinto da criança, sem excesso autoritário e sem excesso liberal.
Freud também formulou o conceito de inconsciente. Nesta área do psiquismo ficam “ocultos” muitos dos episódios reprimidos e que se transformam em verdadeiros sofrimentos nas diversas fases da vida dos seres humanos. Este é um dos processos que constitui uma barreira para a felicidade
Um morador de rua, principalmente aqueles que moram em grandes cidades como Belo Horizonte ou São Paulo, passa tal forma de necessidades que é quase impossível para ele falar em Felicidade e Amor. Um teórico chamado Maslow realizou estudos sobre as necessidades e motivações dos seres humanos. Ele representou seus estudos em um modelo simplificado chamado de Pirâmide das Necessidades
A teoria de Maslow pode ser sintetizada no seguinte conceito: os seres humanos são motivados por necessidades não satisfeitas. Se por exemplo, uma pessoa sente sede (necessidade não satisfeita) ele é motivado a procurar água. Uma pessoa que tem fome é motivado a procurar comida. Em outro extremo, uma pessoa que já solucionou todas suas necessidades como ser humano é motivado a buscar um sentido maior para sua vida, que é a auto realização ou transcendência. A teoria de Maslow é representada por uma Pirâmide com cinco níveis: o primeiro é o das necessidades básicas, depois a segurança, o terceiro é a necessidade de associação, depois a necessidade de afeto e finalmente a necessidade de auto realização.
O amor identificado como EROS significa Amor que exige reciprocidade; envolve sexualidade.
O amor identificado como Filia significa: Amor amizade - também amor entre familiares;
O amor identificado como Ágape significa: Amor ao próximo, sem qualquer pedido de reciprocidade.
A busca da felicidade e a consciência da própria morte constituem temas fundamentais para a filosofia. Apenas os seres humanos possuem estas noções, que não estão presentes em nenhuma outra espécie animal.
De acordo com Marcuse a moderna sociedade industrial, baseada nas leis de mercado, dentro do modo de produção capitalista, procura desviar as verdadeiras motivações e saciedade dos seres humanos para o consumo. Desta forma se uma pessoa está triste ela é estimulada a ir ao um shopping e fazer compras para compensar sua necessidade de afeto, por exemplo. Os traficantes de drogas também fazem isto: iludem os usuários a diminuir suas dores emocionas e físicas com o uso de determinadas drogas. Em certo sentido também a indústria farmacêutica muitas vezes age desta forma, produzindo o chamado “alívio químico da dor” emocional. E muitas medicações produzem dependência física e emocional em quem as utiliza. Não viver a dor emocional é abdicar de nossa condição humana em que a vivência elaborada desta dor nos torna pessoas mais maduras, equilibradas e porque não, mais felizes.
Resenha discutida e ampliada do Capítulo "Antropologia Filosófica" - livro Filosofando
domingo, 17 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Preparando paras nossas provas do 2º Bimestre 2012. E também para o Simulado.
Antropologia Filosófica foi tema central no segundo bimestre de 2012, com a abordagem dos seguintes temas:
a) Natureza e Cultura;
b) Linguagem e Pensamento;
c) Trabalho, Alienação e Consumo;
d) Em busca da Felicidade;
e) Aprender a morrer...
Nos próximos dias nosso blog irá se dedicar a produzir resumos relativos aos temas estudados.
Mãos à obra.
a) Natureza e Cultura;
b) Linguagem e Pensamento;
c) Trabalho, Alienação e Consumo;
d) Em busca da Felicidade;
e) Aprender a morrer...
Nos próximos dias nosso blog irá se dedicar a produzir resumos relativos aos temas estudados.
Mãos à obra.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
REGISTROS PARA NOSSOS DEBATES: EROS, FÍLIAS E ÁGAPE.
Observação: o texto a seguir não é de uma fonte própria da filosofia. Pode conter simplicações. Todavia auxiliam em nossa compreensão dos conceitos que estamos estudando, no âmbito da Antropogia Filosófica. Aproveitem para nossas pesquisas:
Um número diferente de palavras gregas é utilizadas para o amor, como em toda a língua grega se distingue a palavra pela forma que ela é usada. No Grego antigo tem três palavras distintas para o amor: eros , philos, e ágape. Entretanto, como com outras línguas, fica historicamente difícil separar os significados destas palavras. Apesar de tudo, os sentidos em que estas palavras foram usadas geralmente são dados abaixo.
- O érōs de Eros (ἔρως) significa a palavra grega moderna “ erotas ” com a sua significante de “o amor (romântico)”. Entretanto, o Eros não tem que ser de natureza sexual. O Eros pode ser interpretado como um amor para alguém que você ama mais do que o amor de Philos da amizade. Pode também aplicar-se a datar relacionamentos bem como a união. Platão refinada a sua própria definição. Embora o eros seja sentido inicialmente para uma pessoa, com contemplação transforma-se numa apreciação da beleza dentro dessa pessoa, ou transforma-se mesmo a apreciação da beleza própria. Deve-se anotar que Platão não conversa da atração física como uma parte necessária do amor, daqui o uso da palavra platônico significar, “sem atração física”. Para Platão o Eros também ajuda ao conhecimento da recordação da beleza da alma, e contribui para a compreensão da verdade espiritual. Os amantes e os filósofos todos são inspirados a procurar a verdade pelo eros. O trabalho antigo o mais famoso sobre o assunto eros é de Platão o Simpósio, é uma discussão entre os estudantes de Socrates sobre a natureza de eros.
- A philos de Philia (φιλία), amizade no grego moderno, um amor virtuoso desapaixonado, era um conceito desenvolvido por Aristóteles. Inclui a lealdade aos amigos, à família, e à comunidade, e requer a virtude, a igualdade e a familiaridade. Em textos antigos, a philia denota um tipo de amor global, usado como amor entre a família, entre amigos, um desejo ou a apreciação de uma atividade, bem como entre amantes. Este é o única outra palavra para o “amor” usada nos textos antigos dos Novo Testamento além de ágape, mas uniforme é usado substancialmente menos.
- O agápē de Ágape (ἀγάπη) significa o “amor” no grego moderno atual. O s'agapo do termo significa “eu te amo” em grego. A palavra ” agapo “ vem do vocábulo “amor”. No grego antigo se refere frequentemente a uma afeição mais ampla do que à atração sugerida pelo ” eros “; o agape é usado em textos antigos para designar sentimentos como uma refeição boa, a afeição de uma criança, e os sentimentos não carnais entre os os cônjuges. Pode ser descrito como o sentimento de estar satisfeito ou de se ter em consideração elevada. O verbo aparece no Novo Testamento que descreve, entre outras coisas, o relacionamento entre Jesus e os seu discípulo amado. Na literatura biblica, seus significados são ilustrados como auto-sacrifício, dando o amor a todos -- amigo e inimigo. Em Mateus 22:39 é usado, “ame seu vizinho como a si mesmo,” e em João 15:12, “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” e em João 4:8, “Deus é amor.” Entretanto, a palavra “ágape” não é usada sempre no novo Testamento no sentido positivo. Na Segunda Epístola a Timóteo 4:10 a palavra é usada no sentido negativo. O Apóstolo Paulo escreve, “Demas me abandonou, por amor (agapo) das coisas do século presente….” A palavra “ágape” não é usada assim sempre de um amor divino ou amor de deus. Os comentadores Cristãos expandiram a definição grega original para abranger um compromisso total ou o amor de auto-sacrifício em favor da pessoa amada. Por causa do seu uso freqüente no Novo Testamento, os escritores Cristãos desenvolveram uma quantidade significativa de teologia baseada unicamente na interpretação desta palavra.}
terça-feira, 29 de maio de 2012
Nosso assunto ainda é FELICIDADE. O que dizem alguns filósofos:
1 - A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro. Platão
2 - A felicidade não se encontra nos bens exteriores. Aristóteles
3 - Não é a força mas a constância dos bons resultados que conduz os homens à felicidade.
4 - Só há um caminho para a felicidade. Não nos preocuparmos com coisas que ultrapassam o poder da nossa vontade. Epicuro
5 - A felicidade não é um ideal da razão mas sim da imaginação. Emmanuel Kant
6 - Não há que ter vergonha de preferir a felicidade. Albert Camus
7 - O prazer não é um mal em si; mas certos prazeres trazem mais dor do que felicidade.
8 - A felicidade consiste em acções perfeitamente conformes à virtude, e entendemos por virtude não a virtude relativa, mas a virtude absoluta. Entendemos por virtude relativa a que diz respeito às coisas necessárias e por virtude absoluta a que tem por finalidade a beleza e a honestidade.
VAMOS VIVER O AMOR.
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
VAMOS CANTAR A FELICIDADE - Vinicius de Moraes
A Felicidade
Vinicius de Moraes
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor
Fonte: http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/86594/
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta-feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranqüila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite, passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Pra que ela acorde alegre com o dia
Oferecendo beijos de amor
Fonte: http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/86594/
sábado, 19 de maio de 2012
HOMOSEXUALIDADE. PRECONCEITOS. INCLUSÃO SOCIAL. POLÍTICA DE QUOTAS. PARTICIPE DESTE NOSSO DEBATE.
ESTAMOS PROPONDO UM NOVO FORUM EM NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK.
VOCÊS ESTÃO CONVIDADOS A PARTICIPAR.
Filosofia Sete Lagoas (Frederico Drummond)
http://www.facebook.com/#!/filosofia.setelagoas
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Prezados alunos - Natureza e Cultura - Revisão de nossos estudos anteriores.
O coração tem razões que própria razão desconhece" - Pascal
1 - O título desta postagem localiza um debate que estamos promovendo em sala de aula. Em nossos estudos iniciais procuramos marcar a singularidade do Ser Humano face a Natureza.
2 - Esta singularidade é acentuada quando promovemos o debate da relação entre o Cérebro e a Mente.
3 - Nesta sequência examinamos as duas principais doutrinas denominadas Dualismo (destaque para Platão) e o Monismo (destaque para Demócrito).
4 - Recomendo conferir detalhes destas doutrinas em postagens anteriores.
5 - Todas estas reflexão que ocorrem no âmbito da Antrolopologia Filosófica tem como indagação central a questão - Quem é a Pessoa ou o Ser Humano?
6 - ou Quem é o Ser Humano? Quem é este ser que emerge da Natureza (portanto dela faz parte) e ao longo de sua hístória torna-se singular a ela?
7 - O que confere aos Humanos esta ou qualquer singularidade?
8 - Estudamos o Corpo e o Psiquismo.
9 - No Corpo encontramos processos semelhantes aos encontrados em toda a Natureza: encontramos em operação as Leis Necessárias (Leis que possuem regras idênticas em qualquer parte da Terra e podem ser identificadas pela Razão).
10 - Mas neste mesmo Ser Humano encontramos uma dimensão contingente (acidental), não necessária que estará presente no próprio estudo da Ética e da Filosofia Política.
11 - Em uma síntese brilhante Aristóteles irá denominar o ser humano como Animal Racional.
12 - Racional na sua singularidade e Animal em sua Natureza (os seres humanos surgem na evolução a partir dos primatas).
13 - Mas então fazemos a pergunta? A Razão pode tudo?
14 - A frase de Pascoal - "O coração tem razões que própria razão desconhece" nos obriga precisamente a examinar que razões são estas proclamadas pelo Coração.
15 - Descobrimos que além dos Sentidos (que nos coloca em contato com a natureza sensível ) e da Razão que organiza este conhecimento, pela sua racionalidade, descobrimos que existe um vasto universo da dimensão humana que está em uma esfera mais ampla de nossa experiência.
16 - Sentimentos (emoções) e a Intuição passam a figurar em nosso sistema.
17 - Jung, discípulo de Freud, sistematizou este conhecimento . Estes são os elementos de nossa atual reflexão.
Frederico Drummond - professor de filosofia
1 - O título desta postagem localiza um debate que estamos promovendo em sala de aula. Em nossos estudos iniciais procuramos marcar a singularidade do Ser Humano face a Natureza.
2 - Esta singularidade é acentuada quando promovemos o debate da relação entre o Cérebro e a Mente.
3 - Nesta sequência examinamos as duas principais doutrinas denominadas Dualismo (destaque para Platão) e o Monismo (destaque para Demócrito).
4 - Recomendo conferir detalhes destas doutrinas em postagens anteriores.
5 - Todas estas reflexão que ocorrem no âmbito da Antrolopologia Filosófica tem como indagação central a questão - Quem é a Pessoa ou o Ser Humano?
6 - ou Quem é o Ser Humano? Quem é este ser que emerge da Natureza (portanto dela faz parte) e ao longo de sua hístória torna-se singular a ela?
7 - O que confere aos Humanos esta ou qualquer singularidade?
8 - Estudamos o Corpo e o Psiquismo.
9 - No Corpo encontramos processos semelhantes aos encontrados em toda a Natureza: encontramos em operação as Leis Necessárias (Leis que possuem regras idênticas em qualquer parte da Terra e podem ser identificadas pela Razão).
10 - Mas neste mesmo Ser Humano encontramos uma dimensão contingente (acidental), não necessária que estará presente no próprio estudo da Ética e da Filosofia Política.
11 - Em uma síntese brilhante Aristóteles irá denominar o ser humano como Animal Racional.
12 - Racional na sua singularidade e Animal em sua Natureza (os seres humanos surgem na evolução a partir dos primatas).
13 - Mas então fazemos a pergunta? A Razão pode tudo?
14 - A frase de Pascoal - "O coração tem razões que própria razão desconhece" nos obriga precisamente a examinar que razões são estas proclamadas pelo Coração.
15 - Descobrimos que além dos Sentidos (que nos coloca em contato com a natureza sensível ) e da Razão que organiza este conhecimento, pela sua racionalidade, descobrimos que existe um vasto universo da dimensão humana que está em uma esfera mais ampla de nossa experiência.
16 - Sentimentos (emoções) e a Intuição passam a figurar em nosso sistema.
17 - Jung, discípulo de Freud, sistematizou este conhecimento . Estes são os elementos de nossa atual reflexão.
Frederico Drummond - professor de filosofia
sábado, 12 de maio de 2012
3ª Semana (14 a 18/05) - Tema - Linguagem e Pensamento
Iremos detalhar este tema na próxima segunda feira, dia 14 de maio. Os alunos que possuem o livro Filosofando podem iniciar a leitura o texto correspondente.
Bons estudos
Bons estudos
O protagonismo dos alunos em sua própria educação.
A relação tradicional professor-aluno criou um grave desvio no processo de formação educacional. Formou-se em toda a comunidade envolvida neste processo (professores-alunos-pais e dirigentes das instâncias educacionais) a noção de que o professor é um provedor do conhecimento e o alunos é "um cliente-consumidor" da aprendizagem. Em um processo assim toda a responsabilidade pelo "sucesso" do aluno fica restrito ao desempenho do professor. Identificamos pelo menos dois fatores na origem neste desvio:
a) Um de caráter nitidamente idelógico, reforçado por um conceito presente na visão neo-liberal da sociedade, que considera todas as relações como relações de mercado: a educação é uma mercadoria, que se realiza no processo clientes (alunos) - fornecedores (professores) e se destina ao consumo dos primeiros. O aluno paga as mensalidades em uma escola privada ou os impostos em uma escola estatal e passa a ser o cliente, dentro da clássica máxima de marketing - que "o cliente tem sempre a razão".
b) O outro desvio é na natureza autocrática da formação da cultura nacional. O Brasil viveu longos períodos de regimes autoritários, deixando-nos um legado de procedimentos igualmente autoritários. Neste caso os processos burocráticos na educação sobrepõem-se aos processos pedagógicos. Muitas das tensões em sala de aula, na relação professor-aluno, tem esta origem. Nós, como sociedade, temos que ser capazes em conjunto de dar uma resposta a este desafio. Tenho um sentimento ( e é isto mesmo - apenas um sentimento) que os nossos adolescentes cresceram com menor influência do autoritarismo, mas com forte influência do consumismo. Assim mantem uma relação apenas receptiva da "mercadoria" educação, sendo pouco protagonista dela. E existe um fator adicional: a mídia fortalece de maneira exacerbada a busca, a qualquer preço, de uma satisfação hedonista. E este "grande" prazer não é o que acontece em sala de aula. Mas existe um lado concreto de desconforto nas salas de aula. Em cadeiras desconfortáveis, salas muito quentes, com muitos alunos, com as mesmas características físicas das salas do começo do século XX os alunos e professores não tem motivos para sentir qualquer bem estar.
À lamentável combinação destes fatores junta-se outro de natureza política. A estrutura quase medieval da "linha de comando" da Secretaria de Educação Estadual (no presente caso falamos do exemplo de Minas Gerais). Um secretária, com superintendentes,insperoras, diretoras: ou seja no mínimo quatro níveis hierárquicos e um estilo marcadamente autocrático dos elementos desta hierárquica. E neste caso apenas a democratização do Estado poderá criar uma nova perspetiva.
Em todo este quadro insistimos: o protagonismo dos alunos, na qualidade de cidadãos, é fundamental para reverter o quadro muitas vezes insólitos de nossas salas de aula.
Frederico Drummond - professor filosofia
a) Um de caráter nitidamente idelógico, reforçado por um conceito presente na visão neo-liberal da sociedade, que considera todas as relações como relações de mercado: a educação é uma mercadoria, que se realiza no processo clientes (alunos) - fornecedores (professores) e se destina ao consumo dos primeiros. O aluno paga as mensalidades em uma escola privada ou os impostos em uma escola estatal e passa a ser o cliente, dentro da clássica máxima de marketing - que "o cliente tem sempre a razão".
b) O outro desvio é na natureza autocrática da formação da cultura nacional. O Brasil viveu longos períodos de regimes autoritários, deixando-nos um legado de procedimentos igualmente autoritários. Neste caso os processos burocráticos na educação sobrepõem-se aos processos pedagógicos. Muitas das tensões em sala de aula, na relação professor-aluno, tem esta origem. Nós, como sociedade, temos que ser capazes em conjunto de dar uma resposta a este desafio. Tenho um sentimento ( e é isto mesmo - apenas um sentimento) que os nossos adolescentes cresceram com menor influência do autoritarismo, mas com forte influência do consumismo. Assim mantem uma relação apenas receptiva da "mercadoria" educação, sendo pouco protagonista dela. E existe um fator adicional: a mídia fortalece de maneira exacerbada a busca, a qualquer preço, de uma satisfação hedonista. E este "grande" prazer não é o que acontece em sala de aula. Mas existe um lado concreto de desconforto nas salas de aula. Em cadeiras desconfortáveis, salas muito quentes, com muitos alunos, com as mesmas características físicas das salas do começo do século XX os alunos e professores não tem motivos para sentir qualquer bem estar.
À lamentável combinação destes fatores junta-se outro de natureza política. A estrutura quase medieval da "linha de comando" da Secretaria de Educação Estadual (no presente caso falamos do exemplo de Minas Gerais). Um secretária, com superintendentes,insperoras, diretoras: ou seja no mínimo quatro níveis hierárquicos e um estilo marcadamente autocrático dos elementos desta hierárquica. E neste caso apenas a democratização do Estado poderá criar uma nova perspetiva.
Em todo este quadro insistimos: o protagonismo dos alunos, na qualidade de cidadãos, é fundamental para reverter o quadro muitas vezes insólitos de nossas salas de aula.
Frederico Drummond - professor filosofia
domingo, 6 de maio de 2012
Planejamento do mês de Maio 2012 - Tema central: Antropologia Filosófica.
Prezados Alunos,
Como já havíamos comentado, o segundo bimestre de 2012 será dedicado a dois eixos centrais:
a) A Antroplogia Filosófica. (mês de maio)
b) A Ética ( junho e julho)
Já orientei todas as turmas quanto aos temas de cada eixo. Mas para nosso planejamento vamos repetir aqui nossas principais tarefas, especificamente para o més de maio:
1ª Semana - (2 a 4/05) - Semana dedicada a avaliação e os resultados os estudos no primeiro bimestre do ano. Passamos as seguintes tarefas:
a) Leitura do texto Natureza e Cultura. -
Para as turmas do ensino regular que possuem o livro Filosofando esta leitura compreende o Capítulo 4 do livro (páginas 46 a 52). Esta leitura servirá de base para Trabalhos de Grupo, a ser realizado na sala de aula envolvendo as seguintes questões;
I - Faça a distinção entre ação instintiva e ação inteligente. Dê Exemplos.
II - Em que sentido a diversidade cultural é um fato?
III - Como é possível, em uma dada cultura, conciliar tradição e ruptura? Explique e dê exemplos.
Para as turmas do EJA solicitamos pesquisa na internet sobre o mesmo tema, recomendando acessarem o link do facebook Filosofia Sete Lagoas - http://www.facebook.com/#!/filosofia.setelagoas
2ª Semana ( 7 a 11/05) - Debate e produção de um texto envolvendo o tema proposto - Natureza e Cultura
3ª Semana (14 a 18/05) - Tema - Linguagem e Pensamento
4ª Semana ( 21 a 25/05) - Tema - Trabalho, alienação e consumo.
5ª Semana ( 28 a 31/05) - Tema - Em busca da Felicidade e Aprender a morrer.
As tarefas para cada semana deverão seguir a mesma estrutura da metodologia proposta na primeira semana. Ou seja - leitura do texto básico; debate em sala de aula e produção de um texto com reflexão do tema proposto.
Como já havíamos comentado, o segundo bimestre de 2012 será dedicado a dois eixos centrais:
a) A Antroplogia Filosófica. (mês de maio)
b) A Ética ( junho e julho)
Já orientei todas as turmas quanto aos temas de cada eixo. Mas para nosso planejamento vamos repetir aqui nossas principais tarefas, especificamente para o més de maio:
1ª Semana - (2 a 4/05) - Semana dedicada a avaliação e os resultados os estudos no primeiro bimestre do ano. Passamos as seguintes tarefas:
a) Leitura do texto Natureza e Cultura. -
Para as turmas do ensino regular que possuem o livro Filosofando esta leitura compreende o Capítulo 4 do livro (páginas 46 a 52). Esta leitura servirá de base para Trabalhos de Grupo, a ser realizado na sala de aula envolvendo as seguintes questões;
I - Faça a distinção entre ação instintiva e ação inteligente. Dê Exemplos.
II - Em que sentido a diversidade cultural é um fato?
III - Como é possível, em uma dada cultura, conciliar tradição e ruptura? Explique e dê exemplos.
Para as turmas do EJA solicitamos pesquisa na internet sobre o mesmo tema, recomendando acessarem o link do facebook Filosofia Sete Lagoas - http://www.facebook.com/#!/filosofia.setelagoas
2ª Semana ( 7 a 11/05) - Debate e produção de um texto envolvendo o tema proposto - Natureza e Cultura
3ª Semana (14 a 18/05) - Tema - Linguagem e Pensamento
4ª Semana ( 21 a 25/05) - Tema - Trabalho, alienação e consumo.
5ª Semana ( 28 a 31/05) - Tema - Em busca da Felicidade e Aprender a morrer.
As tarefas para cada semana deverão seguir a mesma estrutura da metodologia proposta na primeira semana. Ou seja - leitura do texto básico; debate em sala de aula e produção de um texto com reflexão do tema proposto.
domingo, 29 de abril de 2012
Importante material para nossas pesquisas :Jovens brasileiros conciliam bem ciência e religião
Pesquisa revela que a maioria dos estudantes do ensino médio não vê a fé como barreira à aceitação da teoria evolutiva de Darwin
28 de abril de 2012 | 18h 38
Herton Escobar
A maioria dos jovens brasileiros vive em paz com suas crenças religiosas e a ciência da teoria evolutiva. Tem fé em Deus e, ao mesmo tempo, concorda com as premissas estabelecidas por Charles Darwin mais de 150 anos atrás, de que todas as espécies da Terra - incluindo o homem - evoluíram de um ancestral comum por meio da seleção natural. É o que sugere uma pesquisa realizada com mais de 2,3 mil alunos do ensino médio no País, coordenada pelo professor Nelio Bizzo, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

A conclusão flui de um questionário sobre religião e ciência respondido por estudantes de escolas públicas e privadas de todas as regiões do País, com média de 15 anos de idade. A base de dados e a metodologia usadas na pesquisa foram as mesmas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), segundo Bizzo, para garantir que os resultados fossem estatisticamente representativos da população estudantil brasileira. “É o primeiro dado com representatividade nacional sobre esse assunto para esta faixa etária”, diz o educador, que apresentou os dados pela primeira vez neste mês, em uma conferência na Itália.
“Ainda vamos fracionar e analisar mais profundamente as estatísticas, mas já dá para perceber que os alunos religiosos brasileiros são bem menos fundamentalistas do que se esperava”, avalia Bizzo, que também é formado em Biologia e tem livros e trabalhos publicados sobre a história da teoria evolutiva. “É surpreendente. Algo que sugere que no futuro teremos uma população com uma interpretação mais elástica das doutrinas religiosas e mais sensível à ciência.”
Aos 15 anos, diz Bizzo, os jovens estão passando por uma fase de definição moral, em que consolidam suas opiniões sobre temas fundamentais relacionados à ética e à moralidade. “É um período crucial. Dificilmente os conceitos de certo e errado mudam depois disso.”
O questionário apresentava aos alunos 23 perguntas ou afirmações com as quais eles podiam concordar ou discordar em diferentes níveis. Mais de 70% disseram que se consideram pessoas religiosas e acreditam nas doutrinas de sua religião (52% católicos e 29% evangélicos, principalmente, além de 7,5% sem religião). Ao mesmo tempo, mais de 70% disseram que a religião não os impede de aceitar a evolução biológica; e 58%, que sua fé não contradiz as teorias científicas atuais. Cerca de 64% concordaram que “as espécies atuais de animais e plantas se originaram de outras espécies do passado”.
Só quando a evolução se aplica ao homem e à origem da vida, as respostas ficam divididas. Há um empate técnico, em 43%, entre aqueles que concordam e discordam que a vida surgiu naturalmente na Terra por meio de “reações químicas que transformaram compostos inorgânicos em orgânicos”. E também entre os que concordam (44%) e discordam (45%) que “o ser humano se originou da mesma forma como as demais espécies biológicas”.
Sensibilidade. Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que nenhuma das respostas que seriam consideradas fundamentalistas, do ponto de vista religioso, ultrapassam a casa dos 29%, porcentagem de entrevistados que se declararam evangélicos (denominação em que a rejeição à teoria evolutiva costuma ser mais forte). Apenas em dois casos elas ultrapassam 20%: entre os alunos que “discordam totalmente” que o ser humano se originou da mesma forma que as outras espécies (24%) e que os primeiros seres humanos viveram no ambiente africano (26%).
“A porcentagem dos que rejeitam completamente a origem biológica do homem é menor que a de evangélicos da amostra, o que é uma surpresa, já que os evangélicos no Brasil costumam ser os mais fundamentalistas na interpretação do relato bíblico”, avalia Bizzo. “A teoria evolutiva é talvez a coisa mais difícil de ser aceita do ponto de vista moral pelos religiosos. Mesmo assim, os dados mostram que a juventude brasileira é sensível aos produtos da ciência.”
Divulgada em 1859, com a publicação de A Origem das Espécies, a teoria evolutiva de Charles Darwin propõe que todos os seres vivos têm uma ancestralidade comum, e que as espécies evoluem e se diversificam por meio de processos de seleção natural puramente biológicos, sem a necessidade de intervenção divina ou de forças sobrenaturais - um conceito amplamente confirmado pela ciência desde então.
Apesar de ser frequentemente (e erroneamente) resumida como “a lei do mais forte”, a teoria evolutiva é muito mais complexa que isso. A Origem das Espécies tinha 500 páginas, e Darwin ainda considerava isso muito pouco para explicá-la. Desde então, com o surgimento da genética e o desenvolvimento de várias outras linhas de pesquisa evolutiva, a complexidade da teoria só aumentou, dificultando ainda mais sua compreensão - e, possivelmente, sua aceitação - pelo público leigo.
“O problema é que a maioria dos estudantes - ainda mais com 15 anos - não tem muita clareza sobre o que está envolvido na teoria darwiniana. Com isso há o potencial de surgirem respostas contraditórias”, avalia o físico e teólogo Eduardo Cruz, professor do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Isso não tem a ver com a qualidade da pesquisa, mas com a pouca compreensão de temas tanto científicos quanto teológicos. Além do que, quando se trata de perguntas que envolvem a intimidade das pessoas, as respostas nem sempre são confiáveis. É como perguntar a rapazes de 15 anos se ainda são virgens.”
Aceitação. Uma pesquisa nacional realizada pelo Datafolha em 2010, com 4.158 pessoas acima de 16 anos, indicou que 59% dos brasileiros acreditam que o homem é fruto de um processo evolutivo que levou milhões de anos, porém guiado por uma divindade inteligente. Só 8% acreditam que o homem evoluiu sem interferência divina. Os dados também mostram que a aceitação da teoria evolutiva cresce de acordo com a renda e a escolaridade das pessoas - o que pode ou não estar relacionado a uma melhor compreensão da teoria.
“Há uma discussão se a aceitação depende do entendimento, e uma análise mais precisa será realizada, mas uma análise superficial dos dados não encontrou essa correlação”, afirma Bizzo sobre sua pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Faculdade de Educação da USP. “Há indícios de que a compreensão básica seja acessível a todos e que a decisão de concordar que a espécie humana surgiu como todas as demais não depende de estudos aprofundados na escola.”
Para a filósofa e educadora Roseli Fischmann, os resultados da pesquisa são “compatíveis com a capacidade dos jovens de viver o mundo de descoberta da ciência sem abalar sua fé”.
“A fé, se bem sustentada, não é ameaçada pelo conhecimento científico”, diz Roseli, coordenadora da Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista e professora da USP. “Sozinhas, nem a ciência nem a religião garantem que o ser humano seja bom e que o bem comum seja alcançado. É preciso a presença da ética, do respeito a todo ser humano, da consciência da responsabilidade individual na construção do bem comum.”
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,jovens-brasileiros-conciliam-bem-ciencia-e-religiao,866620,0.htm?reload=y

Marcos Müller/AE
Futuro? Uma interpretação mais elástica das doutrinas religiosas e mais sensível à ciência
A conclusão flui de um questionário sobre religião e ciência respondido por estudantes de escolas públicas e privadas de todas as regiões do País, com média de 15 anos de idade. A base de dados e a metodologia usadas na pesquisa foram as mesmas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), segundo Bizzo, para garantir que os resultados fossem estatisticamente representativos da população estudantil brasileira. “É o primeiro dado com representatividade nacional sobre esse assunto para esta faixa etária”, diz o educador, que apresentou os dados pela primeira vez neste mês, em uma conferência na Itália.
“Ainda vamos fracionar e analisar mais profundamente as estatísticas, mas já dá para perceber que os alunos religiosos brasileiros são bem menos fundamentalistas do que se esperava”, avalia Bizzo, que também é formado em Biologia e tem livros e trabalhos publicados sobre a história da teoria evolutiva. “É surpreendente. Algo que sugere que no futuro teremos uma população com uma interpretação mais elástica das doutrinas religiosas e mais sensível à ciência.”
Aos 15 anos, diz Bizzo, os jovens estão passando por uma fase de definição moral, em que consolidam suas opiniões sobre temas fundamentais relacionados à ética e à moralidade. “É um período crucial. Dificilmente os conceitos de certo e errado mudam depois disso.”
O questionário apresentava aos alunos 23 perguntas ou afirmações com as quais eles podiam concordar ou discordar em diferentes níveis. Mais de 70% disseram que se consideram pessoas religiosas e acreditam nas doutrinas de sua religião (52% católicos e 29% evangélicos, principalmente, além de 7,5% sem religião). Ao mesmo tempo, mais de 70% disseram que a religião não os impede de aceitar a evolução biológica; e 58%, que sua fé não contradiz as teorias científicas atuais. Cerca de 64% concordaram que “as espécies atuais de animais e plantas se originaram de outras espécies do passado”.
Só quando a evolução se aplica ao homem e à origem da vida, as respostas ficam divididas. Há um empate técnico, em 43%, entre aqueles que concordam e discordam que a vida surgiu naturalmente na Terra por meio de “reações químicas que transformaram compostos inorgânicos em orgânicos”. E também entre os que concordam (44%) e discordam (45%) que “o ser humano se originou da mesma forma como as demais espécies biológicas”.
Sensibilidade. Os pesquisadores chamam atenção para o fato de que nenhuma das respostas que seriam consideradas fundamentalistas, do ponto de vista religioso, ultrapassam a casa dos 29%, porcentagem de entrevistados que se declararam evangélicos (denominação em que a rejeição à teoria evolutiva costuma ser mais forte). Apenas em dois casos elas ultrapassam 20%: entre os alunos que “discordam totalmente” que o ser humano se originou da mesma forma que as outras espécies (24%) e que os primeiros seres humanos viveram no ambiente africano (26%).
“A porcentagem dos que rejeitam completamente a origem biológica do homem é menor que a de evangélicos da amostra, o que é uma surpresa, já que os evangélicos no Brasil costumam ser os mais fundamentalistas na interpretação do relato bíblico”, avalia Bizzo. “A teoria evolutiva é talvez a coisa mais difícil de ser aceita do ponto de vista moral pelos religiosos. Mesmo assim, os dados mostram que a juventude brasileira é sensível aos produtos da ciência.”
Divulgada em 1859, com a publicação de A Origem das Espécies, a teoria evolutiva de Charles Darwin propõe que todos os seres vivos têm uma ancestralidade comum, e que as espécies evoluem e se diversificam por meio de processos de seleção natural puramente biológicos, sem a necessidade de intervenção divina ou de forças sobrenaturais - um conceito amplamente confirmado pela ciência desde então.
Apesar de ser frequentemente (e erroneamente) resumida como “a lei do mais forte”, a teoria evolutiva é muito mais complexa que isso. A Origem das Espécies tinha 500 páginas, e Darwin ainda considerava isso muito pouco para explicá-la. Desde então, com o surgimento da genética e o desenvolvimento de várias outras linhas de pesquisa evolutiva, a complexidade da teoria só aumentou, dificultando ainda mais sua compreensão - e, possivelmente, sua aceitação - pelo público leigo.
“O problema é que a maioria dos estudantes - ainda mais com 15 anos - não tem muita clareza sobre o que está envolvido na teoria darwiniana. Com isso há o potencial de surgirem respostas contraditórias”, avalia o físico e teólogo Eduardo Cruz, professor do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. “Isso não tem a ver com a qualidade da pesquisa, mas com a pouca compreensão de temas tanto científicos quanto teológicos. Além do que, quando se trata de perguntas que envolvem a intimidade das pessoas, as respostas nem sempre são confiáveis. É como perguntar a rapazes de 15 anos se ainda são virgens.”
Aceitação. Uma pesquisa nacional realizada pelo Datafolha em 2010, com 4.158 pessoas acima de 16 anos, indicou que 59% dos brasileiros acreditam que o homem é fruto de um processo evolutivo que levou milhões de anos, porém guiado por uma divindade inteligente. Só 8% acreditam que o homem evoluiu sem interferência divina. Os dados também mostram que a aceitação da teoria evolutiva cresce de acordo com a renda e a escolaridade das pessoas - o que pode ou não estar relacionado a uma melhor compreensão da teoria.
“Há uma discussão se a aceitação depende do entendimento, e uma análise mais precisa será realizada, mas uma análise superficial dos dados não encontrou essa correlação”, afirma Bizzo sobre sua pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Faculdade de Educação da USP. “Há indícios de que a compreensão básica seja acessível a todos e que a decisão de concordar que a espécie humana surgiu como todas as demais não depende de estudos aprofundados na escola.”
Para a filósofa e educadora Roseli Fischmann, os resultados da pesquisa são “compatíveis com a capacidade dos jovens de viver o mundo de descoberta da ciência sem abalar sua fé”.
“A fé, se bem sustentada, não é ameaçada pelo conhecimento científico”, diz Roseli, coordenadora da Pós-Graduação em Educação da Universidade Metodista e professora da USP. “Sozinhas, nem a ciência nem a religião garantem que o ser humano seja bom e que o bem comum seja alcançado. É preciso a presença da ética, do respeito a todo ser humano, da consciência da responsabilidade individual na construção do bem comum.”
Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,jovens-brasileiros-conciliam-bem-ciencia-e-religiao,866620,0.htm?reload=y
quinta-feira, 26 de abril de 2012
BEM VINDOS AO SEGUNDO BIMESTRE DE 2012.
Na primeira semana de maio iniciaremos nossas disciplinas relativas ao segundo bimestre de 2012. Neste período iremos abordar diversos eixos temáticos, compreendidos nos seguintes campos da Filosofia:
1º - Maio/Junho - Antropologia Filosófica ( início na página 44 do nosso livro)
Temas:
a) Natureza e Cultura;
b) Linguagem e Pensamento;
c) Trabalho, Alienação e Consumo;
d) Em busca da Felicidade;
e) Aprender a morrer...
2º - Junho/Julho - Ética ou Teoria do Valor (começa na página 210 do livro)
a) Entre o bem e o mal;
b) Ninguém nasce moral;
c) Podemos ser livre?
Em cada um destes temas iremos conhecer mais a história da filosofia, debatendo o pensamento de Platão e Aristóteles; Santo Agostinho e Tomaz de Aquino; Kant; Nietzsche, Marx e Sartre.
Os temas serão os mesmos para todas as turmas. O que irá variar é o grau de complexidade na abordagem dos temas, de acordo com a série que o aluno estiver realizando.
Vamos em frente em mais esta JORNADA.
professor Frederico
1º - Maio/Junho - Antropologia Filosófica ( início na página 44 do nosso livro)
Temas:
a) Natureza e Cultura;
b) Linguagem e Pensamento;
c) Trabalho, Alienação e Consumo;
d) Em busca da Felicidade;
e) Aprender a morrer...
2º - Junho/Julho - Ética ou Teoria do Valor (começa na página 210 do livro)
a) Entre o bem e o mal;
b) Ninguém nasce moral;
c) Podemos ser livre?
Em cada um destes temas iremos conhecer mais a história da filosofia, debatendo o pensamento de Platão e Aristóteles; Santo Agostinho e Tomaz de Aquino; Kant; Nietzsche, Marx e Sartre.
Os temas serão os mesmos para todas as turmas. O que irá variar é o grau de complexidade na abordagem dos temas, de acordo com a série que o aluno estiver realizando.
Vamos em frente em mais esta JORNADA.
professor Frederico
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