quarta-feira, 11 de abril de 2012

Experiência Filosófica – Um caminho para a verdade.

Releiam o texto abaixo. Ele sintetiza boa parte de nossa própria experiência filosófica


a) Nossos sentidos podem nos enganar? b) Como posso saber se o que estou vendo é real ou uma ilusão? c) Como usamos a razão para interpretar os dados que nossos sentidos me revelam da realidade? d) A realidade é apenas o que os sentidos me revelam? Neste caso como admitimos  que um átomo existe se não posso senti-lo? Um número qualquer, por exemplo, o número 5 ou o número 9, podem ser encontrados na natureza, ou eles são símbolos que nossa razão criou? e) Deus existe? Para aqueles que consideram real sua existência como podem afirmar isto se não podem vê-lo? A intuição (fonte do conhecimento direto ) pode ser uma maneira de me indicar a existência de Deus?
Vamos finalmente lembrar a famosa frase do filósofo Pascoal: "O coração tem razões que a própria razão desconhece".
O que o filósofo quis dizer com isto? Acertou quem respondeu nossas emoções, como o amor, nossas paixões, a alegria, a dor emocional. Estas dimensões fazem parte e são fundamentais na vida humana. Aprendemos com elas e elas não estão na esfera da razão.
Para facilitar criamos uma forma que ajuda a memorizar nossos recursos para conhecimento da realidade, expresso nas seguintes letras: R.E.I.S, que  significam: RAZÃO; EMOÇÃO; INTUIÇÃO E SENTIDOS. Com estes recursos os seres humanos sabem que não é apenas com a razão que eles descobrem a realidade.
Entender estas dimensões considerando a forma como fazemos nossos julgamentos, como desenvolvemos nossa capacidade crítica, como exercemos nossa cidadania, como nos libertamos da "Caverna de Platão" constitui um dos fundamentos centrais de nossos estudos. Como mestre de Platão, o filósofo Sócrates já havia apontado um caminho para o conhecimento da realidade, através do autoconhecimento, citando a célebre frase: “Conhece-te a ti mesmo”. Sócrates entendia que dentro de cada um de nós estava o caminho para a verdade, e nos conhecendo poderíamos superar todos os preconceitos, os julgamentos ilusórios, distinguir o certo do errado, o justo do injusto e descobrir o bem verdadeiro. Todos estes conhecimentos marcaram o início da filosofia antiga, principalmente na Grécia Antiga.

TENDO COMO BASE O TEXTO ACIMA FAÇA UMA REDAÇÃO COM O SEGUINTE TÍTULO:

COMO POSSO ENTENDER A FILOSOFIA COMO UM CAMINHO PARA A VERDADE?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A EXPERIÊNCIA FILOSÓFICA

a) - Kant nos legou no seguinte ensinamento:

 " Não é possível aprender qualquer filosofia (...) só é possível aprender  a filosofar".

b) Muitos séculos antes Sócrates já havia apontado os caminhos deste aprendizado:

1 - Primeiro - Reconhecendo nossa ignorância (reconher que ignoramos), ao dizer: "Só sei que nada sei".

2 - Segundo - Fazendo da introspecção e do autoconhecimento o caminho para este aprendizado, adotando a célebre frase do templo de Apolo: "Conhece-te a ti mesmo". 

quarta-feira, 28 de março de 2012

FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS: EM BUSCA DAS LEIS DA NATUREZA

Pergunta:
Qual a principal diferença entre a explicação mitológica e a explicação  racional da natureza?
Resposta:
a) Pela mitologia ou alegorias explicamos o universo de acordo com nossa imaginação. O mito pode dar explicações mágicas e contraditórias, possuindo elementos fantasiosos ou religiosos. A vontade dos deuses explicam os acontecimentos da natureza.
B) Pela razão buscamos as Leis da Natureza, que são permanentes, necessárias e previsíveis.

Os filósofos pré-socráticos buscaram superar o mito com as explicações racionais. Par eles o universo possuí leis, que podem ser percebidas pela razão, devendo existir uma essência (physis ou arché), permanente, imutável e imortal que justificam a existência das leis da natureza (também permanentes). A ebulição da água aquecida, a queda de um objeto, as estações do ano, o movimento das marés: todos estes fatos se repetem, segundo leis da natureza e podem ser conhecidos pela observação (sentidos) e pela razão. 

Tomemos como exemplo a Origem do Universo:

A)    Um mito pode explicar o surgimento do universo como uma criação divina, em que tudo (as estrelas, os planetas, o céu, os mares, os seres humanos) foi construído em um instante, resultando da vontade de Deus. Ou como relata o “Gênese” – de acordo com os relatos bíblicos  hebraicos – tudo foi feito por Deus, em sete dias.

B)     As pesquisas, tendo com base a razão, nos mostram que o universo surgiu em um processo de evolução ocorrido durantes bilhões e bilhões de anos. E que este processo de evolução pode ser compreendido e explicado pela nossa razão. Existem lei naturais que permitem explicar a origem do universo e prevê a evolução do seu futuro.

Responsabilidade do Texto: Frederico Drummond - professor de filosofia

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sócrates: resumo comentado. Para registro em nossos cadernos.

Um dos importantes legados do filósofo Sócrates foi sua técnica dos Diálogos. Por isto Sócrates perguntava muito.
A Alegoria da Torre de Babel pode ser um fator que impede o exercício permanente dos Diálogos? O que vocês pensam?
Durante esta semana - 26 a 30 de março - iremos debater e fazer redação sobre isto. Vocês podem se preparar pesquisando mais sobre a vida de Sócrates.

Informações importantes sobre a vida de Sócrates:

1 - A mãe de Sócrates era parteira. O filósofo entendia que todas as pessoas poderiam chegar à verdade com o uso correto da razão. A verdade estava no interior das pessoas. O que ele como filósofo precisava fazer era ajudar no"parto" desta verdade abrigada no interior de cada um de nós. O nome desta técnica era "maiêutica" ( dar á luz - parto). Para isto o uso constante e criterioso dos Debates era fundamental.

2 - "Conhece-te a ti mesmo": Esta frase estava escrita no templo ao deus Apolo. Sócrates adotou-a como um princípio para auto-reflexão. Adotando esta prática os seres humanos podiam ir a procura das verdades universais  e alcançar o bem e a virtude.
Por fazer do auto conhecimento a fonte da verdade o período socrático ficou conhecido como "Antropológico" (  anthropos, "homem").

3 - "Só sei que nada sei". Esta é uma das sentenças mais famosas de Sócrates. Considerado como um ou o maior sábio da Grécia Antiga, Sócrates fazia da "ignorância"  do seu próprio conhecimento uma abertura para procurar sempre novos conhecimentos. Ao mesmo tempo estimulava às demais pessoas a se reconhecerem como ignorante como forma de não se fecharem em falsas verdades ou conhecimentos ultrapassados.

4 - "Apologia de Sócrates " - Livro em que o filósofo Platão relata o julgamento de Sócrates e sua condenação à morte, ingerindo cicuta  (um tipo de veneno).
Os poderosos da Grécia consideravam a pregação de Sócrates pela verdade e a justiça uma forma de corromper a juventude.
Os juízes queriam que Sócrates abandonasse suas pregações, como forma dele se salvar. Sócrates considerava que fazendo isto ele estaria sendo conivente e tolerante com a "mentira dos juízes". O filósofo preferia a morte a ter que negar a verdade.  

5 - Sócrates não deixou nada escrito. Tudo sobre ele foi relatado por seu maior discípulo o filósofo Platão.

Texto de autoria de Frederico Drummond - professor de filosofia

sábado, 24 de março de 2012

"SÓ SEI QUE NADA SEI": Com Sócrates iniciamos as fase Antropólogica da Grécia Antiga.

Sócates foi um divisor de períodos históricos. O fílosofos da Natureza eram  chamados de pré-socráticos. Com Sócrates e seu discipulo Platão iremos conhecer uma das fases mais geniais da filosofia antiga. Faz parte deste período também o filósofo Aristóteles e os chamados sofistas.

 Período socrático ou antropológico

Com o desenvolvimento das cidades, do comércio, do artesanato e das artes militares, Atenas tornou-se o centro da vida social, política e cultural da Grécia, vivendo seu período de esplendor, conhecido como o Século de Péricles.(...)
A Polis era marcada por muitas assembléias e debates. (...) Ora, para conseguir que a sua opinião fosse aceita nas assembléias, o cidadão precisava saber falar e ser capaz de persuadir. Com isso, uma mudança profunda vai ocorrer na educação grega. (...)

(...)Para dar aos jovens essa educação, substituindo a educação antiga dos poetas, surgiram, na Grécia, os sofistas, que são os primeiros filósofos do período socrático. Os sofistas mais importantes foram: Protágoras de Abdera, Górgias de Leontini e Isócrates de Atenas.

Que diziam e faziam os sofistas? Diziam que os ensinamentos dos filósofos cosmologistas estavam repletos de erros e contradições e que não tinham utilidade para a vida da polis. Apresentavam-se como mestres de oratória ou de retórica, afirmando ser possível ensinar aos jovens tal arte para que fossem bons cidadãos.

Que arte era esta? A arte da persuasão. Os sofistas ensinavam técnicas de persuasão para os jovens, que aprendiam a defender a posição ou opinião A, depois a posição ou opinião contrária, não-A, de modo que, numa assembléia, soubessem ter fortes argumentos a favor ou contra uma opinião e ganhassem a discussão.

O filósofo Sócrates, considerado o patrono da Filosofia, rebelou-se contra os sofistas, dizendo que não eram filósofos, pois não tinham amor pela sabedoria nem respeito pela verdade, defendendo qualquer idéia, se isso fosse vantajoso. Corrompiam o espírito dos jovens, pois faziam o erro e a mentira valer tanto quanto a verdade.(...)

(...) Discordando dos antigos poetas, dos antigos filósofos e dos sofistas, o que propunha Sócrates?

Propunha que, antes de querer conhecer a Natureza e antes de querer persuadir os outros, cada um deveria, primeiro e antes de tudo, conhecer-se a si mesmo. A expressão “conhece-te a ti mesmo” que estava gravada no pórtico do templo de Apolo, patrono grego da sabedoria, tornou-se a divisa de Sócrates.

Por fazer do autoconhecimento ou do conhecimento que os homens têm de si mesmos a condição de todos os outros conhecimentos verdadeiros, é que se diz que o período socrático é antropológico, isto é, voltado para o conhecimento do homem, particularmente de seu espírito e de sua capacidade para conhecer a verdade.

O retrato que a história da Filosofia possui de Sócrates foi traçado por seu mais importante aluno e discípulo, o filósofo ateniense Platão.(...)

(...) Sócrates fazia perguntas sobre as idéias, sobre os valores nos quais os gregos acreditavam e que julgavam conhecer. Suas perguntas deixavam os interlocutores embaraçados, irritados, curiosos, pois, quando tentavam responder ao célebre “o que é?”, descobriam, surpresos, que não sabiam responder e que nunca tinham pensado em suas crenças, seus valores e suas idéias.(...)

(...) Sócrates nunca escreveu. O que sabemos de seus pensamentos encontra-se nas obras de seus vários discípulos, e Platão foi o mais importante deles. Se reunirmos o que esse filósofo escreveu sobre os sofistas e sobre Sócrates, além da exposição de suas próprias idéias, poderemos apresentar como características gerais do período socrático:

● A Filosofia se volta para as questões humanas no plano da ação, dos comportamentos, das idéias, das crenças, dos valores e, portanto, se preocupa com as questões morais e políticas.

● O ponto de partida da Filosofia é a confiança no pensamento ou no homem como um ser racional, capaz de conhecer-se a si mesmo e, portanto, capaz de reflexão. Reflexão é a volta que o pensamento faz sobre si mesmo para conhecer-se; é a consciência conhecendo-se a si mesma como capacidade para conhecer as coisas, alcançando o conceito ou a essência delas.

● Como se trata de conhecer a capacidade de conhecimento do homem, a preocupação se volta para estabelecer procedimentos que nos garantam que encontramos a verdade, isto é, o pensamento deve oferecer a si mesmo caminhos próprios, critérios próprios e meios próprios para saber o que é o verdadeiro e como alcançá-lo em tudo o que investiguemos.

● A Filosofia está voltada para a definição das virtudes morais e das virtudes políticas, tendo como objeto central de suas investigações a moral e a política, isto é, as idéias e práticas que norteiam os comportamentos dos seres humanos tanto como indivíduos quanto como cidadãos.

● Cabe à Filosofia, portanto, encontrar a definição, o conceito ou a essência dessas virtudes, para além da variedade das opiniões, para além da multiplicidade das opiniões contrárias e diferentes. As perguntas filosóficas se referem, assim, a valores como a justiça, a coragem, a amizade, a piedade, o amor, a beleza, a temperança, a prudência, etc., que constituem os ideais do sábio e do verdadeiro cidadão.

● É feita, pela primeira vez, uma separação radical entre, de um lado a opinião e as imagens das coisas, trazidas pelos nossos órgãos dos sentidos, nossos hábitos, pelas tradições, pelos interesses, e, de outro lado, as idéias. As idéias se referem à essência íntima, invisível, verdadeira das coisas e só podem ser alcançadas pelo pensamento puro, que afasta os dados sensoriais, os hábitos recebidos, os preconceitos, as opiniões.

● A reflexão e o trabalho do pensamento são tomados como uma purificação intelectual, que permite ao espírito humano conhecer a verdade invisível, imutável, universal e necessária.

● A opinião, as percepções e imagens sensoriais são consideradas falsas, mentirosas, mutáveis, inconsistentes, contraditórias, devendo ser abandonadas para que o pensamento siga seu caminho próprio no conhecimento verdadeiro.

● A diferença entre os sofistas, de um lado, e Sócrates e Platão, de outro, é dada pelo fato de que os sofistas aceitam a validade das opiniões e das percepções sensoriais e trabalham com elas para produzir argumentos de persuasão, enquanto Sócrates e Platão consideram as opiniões e as percepções sensoriais, ou imagens das coisas, como fonte de erro, mentira e falsidade, formas imperfeitas do conhecimento que nunca alcançam a verdade plena da realidade.
Texto da professora livre docente Marilena Chaui. Seleção livre - professor Frederico Drummond  

“Metáforas da Globalização” – Octavio Ianni - A TORRE DE BABEL

Texto de Saulo Maurício Silva Lobo – 1º ano de Filosofia  -
Fonte: http://meuartigo.brasilescola.com/filosofia/metaforas-globalizacao-octavio-ianni.htm

Octavio Ianni em seu texto vai discorrer sobre a Globalização a partir de metáforas comumente usadas para designar o fenômeno. Termos já legitimados por grandes autores e pensadores e correntemente utilizados em suas obras, tais quais aldeia global, fábrica global, shopping center global, sistema mundo etc.

Ao fim do século XX, o mundo passa por grandes mudanças, pois o própria homem as está sofrendo. Já não há mais uma concepção de que o globo seja meramente a soma de estados-nações relativamente interdependentes. Já não é mais colonialismo, imperialismo, bi e multilateralismo. Desde o século XIX o homem vem progressivamente mudando sua maneira de enxergar a si e a esse mesmo mundo, através da influência das obras de Copérnico, Darwin, Freud, Adam Smith, David Ricardo etc.

Nesse clima de reflexão e imaginação, se multiplicam as metáforas. Mesmo em obras teóricas elas são utilizadas com abundância para tentar explicar o fenômeno da globalização. Talvez por uma carência das próprias Ciências Sociais. O fato é que a questão da Globalização tal qual ela se apresenta configurada na atualidade pode realmente ser colocada de modo inovador. Talvez disso advenha essa carência.

A própria Globalização se utiliza bastante de imagens na era da mídia, som-imagem, eletrônica e informática em que nos encontramos. Nada mais natural do que se utilizar desses próprios recursos para a tentativa de explicação do fenômeno. Entretanto, o autor ao abordar a questão, salienta, que mais do que simplesmente uma imagem, as metáforas são utilizadas em forma de parábolas e alegorias, reflexo das próprias mudanças sofridas pelo homem e sua maneira de pensar e fabular.

Essas metáforas, com aquilo que sugerem, contribuem para uma melhor contribuição do que vem a ser globalização. Assim, o autor discorre um pouco sobre cada uma das metáforas por ele assinaladas, mostrando assim o que cada uma ajuda a elucidar, e que aspecto cada uma ressalta.

Aldeia Global dá a idéia de comunidade global, com toda a abertura trazida pela eletrônica e as facilidades da informática. Sugere assim, uma harmonização e homogeneização progressivas no que se refere á organização, funcionamento e mudanças da vida social.
Fábrica global destaca o quão fácil é movimentar a produção de mercadorias no mundo capitalista, mudando mais rapidamente a produção para locais que ofereçam melhores condições e mais facilidades e estímulos. Aliás, desde o princípio o capitalismo teve esse caráter multinacional, transnacional, mundial em sua produção, pois logo buscou se expandir além-fronteiras.

A nave espacial traz consigo a idéia da aventura, o desconhecido e o incógnito; uma travessia que pode ser impossível. É um tanto pessimista, poderia bem ser o emblema da modernidade desenvolvida no século XX prenunciando o XXI.

Essa mesma metáfora esconde ainda outra, que até a agrava: a da Torre de Babel, que salienta o caráter de caos e desordem que pode se esconder sob o disfarce de harmonia e integração tão difundido pelos defensores do fenômeno.
Ianni conclui o texto delineando o caráter utópico-nostálgico, tão bem expresso nas metáforas (e pelo simples fato de a elas se recorrer) que perpassa o tema da globalização.

“As guerras nascem no espírito dos homens..."

A CONSTRUÇÃO DA PAZ É NOSSA RESPONSABILIDADE. E EXISTE UMA PEDAGOGIA PARA ISTO:

Assim como Pascal falava do "coração" como sede do amor, podemos buscar na ética de Aristóteles os princípios dos valores universais em defesa da paz, como postula a citação abaixo promovida pela UNESCO.
Existe uma pedagogia da Paz desenvolvida originalmente na Universidade Federal de MG e depois, aprofundada pela Universidade Internacional da Paz (UNIPAZ) com sede em Brasília. Sua base é o livro do professor Pierre Weil e é conhecido como "A arte de Viver em Paz".

“As guerras nascem no espírito dos homens, e é nele, primeiramente, que devem ser erguidas as defesas da paz. Poderíamos dar a esta tese o nome de ‘ecologia interior ou pessoal’”. ( UNESCO)
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quinta-feira, 22 de março de 2012

Cosmologia ou Filosofia da Natureza: resumo para seu caderno.


Vamos resumir o que estamos estudando agora.

Nas últimas aulas apresentamos a estrutura do pensamento dos chamados filósofos pré-socráticos, também conhecidos como filósofos da natureza ou período Cosmológico. Na transição do Mito para a Razão os filósofos buscam uma explicação racional para a criação e existência do universo. Buscam entender como o universo passa do Caos para a Ordem, obedecendo a Leis permanentes. Acreditam que exista um princípio ou uma essência que expliquem a existência destas Leis e que estas podem ser descoberta pela razão. Entendem que os sentidos nos mostram apenas coisas transitórias, que não explicariam a permanência das Leis da Natureza. A busca deste "princípio natural" permanente, eterno e imperecível é uma tarefa da razão. Este princípio é chamado de "physis". Os principais filósofos desta fase são: Tales de Mileto, Anaxímenes, Heráclito, Pitágoras, Demócrito, Parmênides, entre outros. A "physis embora eterna e imortal não teria o mesmo sentido que os Hebreus atribuíam a Deus, como criador do Universo.

Resumo: Prof. Frederico Drummond

quinta-feira, 15 de março de 2012

Construindo Nossa Apostila Virtual: 1 - História a Filosofia Antiga.

 1 - Introdução

Toda a história da filosofia antiga é marcada por dois pontos centrais:
a) A verdade do mundo e dos humanos podia ser conhecida por todos, através da Razão, que é a mesma em todos. Assim a Filosofia nasce como conhecimento racional da ordem do mundo ou da Natureza (donde o nome cosmologia).
b) Se a realidade é um fato objetivo – exterior aos seres humanos – o maior desafio do saber filosófico é desenvolver uma metodologia, que através da razão, do pensamento, revele objetivamente esta realidade.

O primeiro período do pensamento grego toma a denominação de período naturalista (ou cosmológico), porque a nascente especulação dos filósofos é voltada para o mundo exterior, julgando-se encontrar aí também o princípio unitário de todas as coisas. Recebe a denominação cronológica de período pré-socrático, porque precede Sócrates e os sofistas, que marcam o começo de um novo período na história do pensamento grego. Esse primeiro período tem início no século VII século a.C., e termina dois séculos depois, mais ou menos, nos fins do século V. Os filósofos deste período preocuparam-se quase exclusivamente com os problemas cosmológicos. Estudar o mundo exterior nos elementos que o constituem, na sua origem e nas contínuas mudanças a que está sujeito, é a grande questão que dá a este período seu caráter de unidade. Pelo modo de a encarar e resolver, classificam-se os filósofos que nele floresceram em quatro escolas: Escola Jônica; Escola Itálica; Escola Eleática; Escola Atomística.
2- Os povos Indo-Europeus
Por uma questão de clareza, não se pode falar do mito grego sem antes traçar, um esboço histórico do que era a região antes da Grécia, isto é, antes da chegada dos Indo-Europeus ao território de Hélade.
Os gregos fazem parte de um vasto conjunto de povos designados com o nome convencional de Indo-Europeus. Estes, ao que parece, se localizavam, desde o quarto milênio, ao norte do Mar Negro, entre os Cárpatos e o Cáucaso, sem jamais, todavia, terem formado uma unidade sólida, uma raça, um império organizado e nem mesmo uma civilização material comum. Talvez tenha existido, isto sim, uma certa unidade lingüística e uma unidade religiosa. Pois bem, essa frágil unidade, mal alicerçada num "aglomerado de povos", rompeu-se, lá pelo terceiro milênio, iniciando-se, então, uma série de migrações, que fragmentou os Indo-Europeus em vários grupos lingüísticos, tomando uns a direção da Ásia (armênio, indo-iraniano, tocariano, hitita), permanecendo os demais na Europa (balto, eslavo, albanês, celta, itálico, grego, germânico). A partir dessa dispersão, cada grupo evoluiu independentemente e, como se tratava de povos nômades, os movimentos migratórios se fizeram no tempo e no espaço, durante séculos e até milênios, não só em relação aos diversos "grupos" entre si, mas também dentro de um mesmo "grupo". Assim, se as primeiras migrações indo-européias (indo-iranianos, hititas, itálicos, gregos) estão séculos distantes das últimas (baltos, eslavos, germânicos...), dentro de um mesmo grupo as migrações se fizeram por etapas. Desse modo, o grupo itálico, quando atingiu a Itália, já estava fragmentado, "dialetado", em latinos, oscos e umbros, distantes séculos uns dos outros, em relação à chegada a seu habitat comum.
Entre os helenos o fato ainda é mais flagrante, pois, como se há de ver, os gregos chegaram à Hélade em pelo menos quatro levas: jônios, aqueus, eólios e dórios e, exatamente como aconteceu com o itálico, com séculos de diferença entre um grupo e outro. Para se ter uma idéia, entre os jônios e os dórios medeia uma distância de cerca de oitocentos anos!
Se não é possível reconstruir, mesmo hipoteticamente, o império indo-europeu e tampouco a língua primitiva indo-européia, pode-se, contudo, estabelecer um sistema de correspondência entre as denominadas línguas indo-européias, no que se refere ao vocabulário comum e, partindo deste, chegar a certas estruturas religiosas e mitológicas (estudo comparado) dessa civilização.
O vocabulário comum mostra a estrutura patrilinear da família, o nomadismo, uma forte organização militar, sempre pronta para as conquistas e os saques. Igualmente se torna claro que os indo-europeus conheciam bem e praticavam a agricultura; criavam rebanhos e conheciam o cavalo. O vocabulário religioso é extremamente pobre. São pouquíssimos os nomes de deuses comuns a vários indo-europeus.
De qualquer forma os Indo-Europeus tinham elaborado uma teologia e uma mitologia específicas. Uma de suas conclusões maiores foi a descoberta da estrutura funcional da sociedade e da ideologia dos indo-europeus, estrutura essa fundamentada na tríplice função religiosa dos deuses: Soberania (sacerdotes – Zeus); Força (Guerreiros – Ares) e Fecundidade (Campônios – Deméter). Esta estrutura estava presente, além dos Gregos, entre os indo-iranianos, escandinavos e romanos.
Esta concepção de uma relação fundamental da organização social e sua mitologia será objeto das reflexões do surgimento do pensamento filosófico.
3 – O Mito e Filosofia
A professora, Marilena Chauí (in Convite à Filosofia -Ed. Ática, São Paulo, 2000) introduz o debate sobre o surgimento da filosofia, indagando se este saber teria nascido de uma ruptura radical com os mitos. Na seqüência ela lança a indagação do que é o mito, expondo sinteticamente a seguinte definição: - Um mito é uma narrativa sobre a origem de alguma coisa (origem dos astros, da Terra, dos homens, das plantas, dos animais, do fogo, da água, dos ventos, do bem e do mal, da saúde e da doença, da morte, dos instrumentos de trabalho, das raças, das guerras, do poder, etc.). Ele produz esta narrativa por meio de lutas, alianças e relações sexuais entre forças sobrenaturais que governam o mundo e o destino dos homens. Como os mitos sobre a origem do mundo são genealogias, diz-se que são cosmogonias e teogonias.
Assim colocado, voltamos a questão inicial: o povo grego ao manifestar seu espanto perante a natureza, seus acontecimentos, a repetição dos fenômenos naturais, as novas descobertas, possibilitadas pelo desenvolvimento ainda que rudimentar de novas tecnologias (a náutica por exemplo, que possibilitou a descoberta de que a Terra não possuía o formato descrito nos mitos), ao perceber e transformar este espanto em perguntas: será que é assim? O que será de fato? – permitindo a formação do espaço inicial do da reflexão – promoveu uma ruptura com sua visão mítica da realidade?
Entendemos que existe mais de uma alternativa como resposta a esta questão. Na primeira, concordamos com a professora Chauí,que narra as diferenças entre a filosofia e o mito conforme reproduzimos abaixo:
“A Filosofia, percebendo as contradições e limitações dos mitos, foi reformulando e racionalizando as narrativas míticas, transformando-as numa outra coisa, numa explicação inteiramente nova e diferente”.
Quais são as diferenças entre Filosofia e mito? Podemos apontar três como as mais importantes:
a). O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes de tudo existisse tal como existe no presente. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são;
b). O mito narrava a origem através de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos e causas naturais e impessoais.
O mito falava em Urano, Ponto e Gaia; a Filosofia fala em céu, mar e terra. O mito narra a origem dos seres celestes (os astros), terrestres (plantas, animais, homens) e marinhos pelos casamentos de Gaia com Urano e Ponto. A Filosofia explica o surgimento desses seres por composição, combinação e separação dos quatro elementos - úmido, seco, quente e frio, ou água, terra, fogo e ar.
c). O mito não se importava com contradições, com o fabuloso e o incompreensível, não só porque esses eram traços próprios da narrativa mítica, como também porque a confiança e a crença no mito vinham da autoridade religiosa do narrador. A Filosofia, ao contrário, não admite contradições, fabulação e coisas incompreensíveis, mas exige que a explicação seja coerente, lógica e racional; além disso, a autoridade da explicação não vem da pessoa do filósofo, mas da razão, que é a mesma em todos os seres humanos.”
Todavia temos que considerar outras vertentes sobre sobe o que chamamos de consciência mítica, conforme uma abordagem mais antropológica destacando seu papel como uma realidade simbólica.
A consciência mítica ainda está viva e atuante. O mito, quando estudado ao vivo, não é uma explicação destinada a satisfazer uma curiosidade científica, mas uma narrativa que faz reviver uma realidade primordial, que satisfaz profundas necessidades religiosas, aspirações morais, a pressões e a imperativos de ordem social e mesmo a exigências práticas. Ele desempenha uma função indispensável: exprime, exalta e codifica a crença; salvaguarda e impõe os princípios morais; garante a eficácia do ritual e oferece regras práticas para a orientação do homem. E é precisamente esta visão que nos impede de ver o nascimento da filosofia como uma ruptura à narrativa mítica, senão como uma nova vertente de construção do saber.
4 - Condições históricas para o surgimento da Filosofia
Não foi acidental o nascimento da filosofia na Grécia, no final do século VII e início do século VI antes de Cristo.
A historiografia permite-nos identificar algumas condições históricas para isto, conforme resumimos a seguir:
a) O surgimento das cidades, como espaço político de exercício da cidadania e seus contratos sociais;
b) O nascimento de recursos simbólicos de comunicação abstrata como: a escrita alfabética, a moeda (alterando a qualidade dos processos de troca) e o calendário (como uma dimensão social de organização do tempo);
c) O surgimento da política, juntamente com a formulação de Leis (relações contratuais negociadas); o espaço público e o direito à cidadania e o florescimento do argumento, através do discurso, como instrumento de convencimento.
d) A grande expansão das viagens marítimas, que promoveu uma grande revolução na percepção do espaço e o desaparecimento de alguns mitos, associados à força dos mares.
Seguramente esta conjugação de fatores tenha sido uma ocorrência singular do ponto de vista da história das culturas, mas foi precisamente este arranjo histórico que constituiu a base material, psicológica e espiritual para a emergência desta forma particular de conhecer o universo.Os aspectos mais singulares do surgimento da filosofia na Grécia podem ser resumidos da seguinte forma:
a) Com relação aos mitos: os gregos deram racionalidade a narrativas sobre as origens das coisas, dos homens, das instituições humanas (como o trabalho, as leis, a moral);
b) Com relação aos conhecimentos: os gregos transformaram em ciência aquilo que eram elementos de uma sabedoria prática para o uso direto na vida.
c) Os gregos inventaram a política (palavra que vem de polis, que, em grego, significa cidade organizada por leis e instituições).Instituíram práticas pelas quais as decisões eram tomadas a partir de discussões e debates públicos e eram adotadas ou revogadas por voto em assembléias públicas; porque estabeleceram instituições públicas (tribunais, assembléias, separação entre autoridade do chefe da família e autoridade pública, entre autoridade político-militar e autoridade religiosa) e sobretudo porque criaram a idéia da lei e da justiça como expressões da vontade coletiva pública e não como imposição da vontade de um só ou de um grupo, em nome de divindades. Os gregos criaram a política porque separaram o poder político e duas outras formas tradicionais de autoridade: a do chefe de família e a do sacerdote ou mago;
d). Com relação ao pensamento: diante da herança recebida, os gregos inventaram a idéia ocidental da razão como um pensamento sistemático que segue regras, normas e leis de valor universal.
5 - O nascimento da Filosofia – Período Cosmológico
A filosofia nasceu na cidade de Mileto, com o primeiro filósofo Tales de Mileto, concebida como uma cosmologia. Em seu nascimento ela busca o conhecimento racional da ordem do mundo ou da Natureza..
Em um período da história humana em que o saber filosófico pouco se distinguia do saber científico, é verdadeiramente notável o conceito formulado pelos filósofos naturalistas.De fato este é um marco central de evolução em relação ao pensamento mítico. E há mesmo um nível de sofisticação na construção dos conceitos, que gostaríamos de aprofundar na própria historiografia para entender os filósofos desta época da.Em primeiro lugar a idéia de buscar elementos fundamentais na natureza, para então formular teorias sobre o universo está na base da própria formulação sobre os conceitos iniciais da descoberta do átomo.Abstrações como de Anaximandro chegam a surpreender pela genialidade de sua formulação: um princípio natural - o ápeiron - como fonte de todos os demais processos naturais revela um nível de maturidade muito elevado. Mesmo sua idéia sobre a ordem do mundo, regulada por opostos - encontra uma interessante ressonância com os princípios contemporâneos da dialética. O equilíbrio pela relação entre os opostos tem uma equivalente no pensamento oriental nos princípios do Tao, que ainda hoje fundamenta a medicina tradicional oriental.Sabemos da distância destes períodos históricos. Mas recordamos estas aproximações como forma de reafirmar a maturidade do pensamento pré-socrático.
As principais características da cosmologia são:
Em um resumo geral das características do período cosmológico podemos observar que os filósofos deste período fundamentalmente buscam uma explicação racional e sistemática sobre a origem, ordem e transformação da Natureza, da qual os seres humanos fazem parte, sendo humanos e natureza, pela sua identidade, explicados pela filosofia.. Esta Natureza é eterna e tudo se transforma em outra coisa sem jamais desaparecer. Não é possível dizer que o mundo tenha vindo de algo, pois possui um fundo eterno, incriado. Este fundo, que é o elemento primordial da Natureza chama-se physis e só é visível ao pensamento (não pode ser visto por nossos sentidos). Embora a physis (o elemento primordial eterno) seja imperecível, ela dá origem a todos os seres infinitamente variados e diferentes do mundo, seres que, ao contrário do princípio gerador, são perecíveis ou mortais. Outro princípio familiar aos filósofos deste período e que todos os seres, além de serem gerados e de serem mortais, são seres em contínua transformação, mudando de qualidade e de quantidade; esta também é uma característica do mundo está em mudança contínua, sem por isso perder sua forma, sua ordem e sua estabilidade. Todo este processo, que é percebido como movimento possui uma designação: é chamado devir, sendo a passagem contínua de uma coisa ao seu estado contrário e essa passagem não é caótica, mas obedece a leis determinadas pela physis ou pelo princípio fundamental do mundo. Finalmente vale registrar que os diferentes filósofos escolheram diferentes physis em seus modelos, isto é, cada filósofo encontrou motivos e razões para dizer qual era o princípio eterno e imutável que está na origem da Natureza e de suas transformações. Assim, Tales dizia que o princípio era a água ou o úmido; Anaximandro considerava que era o ilimitado sem qualidades definidas; Anaxímenes, que era o ar ou o frio; Heráclito afirmou que era o fogo; Leucipo e Demócrito disseram que eram os átomos. E assim por diante.
6 Principais Escolas
Os principais filósofos pré-socráticos foram:
● filósofos da Escola Jônica: Tales de Mileto, Anaxímenes de Mileto, Anaximandro de Mileto e Heráclito de Éfeso;
● filósofos da Escola Itálica: Pitágoras de Samos, Filolau de Crotona e Árquitas de Tarento;
● filósofos da Escola Eleata: Parmênides de Eléia e Zenão de Eléia;
● filósofos da Escola da Pluralidade: Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazômena, Leucipo de Abdera e Demócrito de Abdera.
Referências e consultas

Coleção Os Pensadores, Os Pré-socráticos, Abril Cultural, São Paulo, 1.ª edição, vol.I, agosto 1973.
CHAUÍ, Marilene “Convite à Filosofia” – Edição na Internet – Pausa Para Filosofia – 14 de fevereiro de 2003.
KIRK, G. S. Os filósofos pré-socráticos: historia critica em seleção de textos. 4. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1994.
PRÉ-SOCRÁTICOS. Fragmentos doxografia e comentários. 2. São Paulo: Abril Cultural, 1996. 1 (OS PENSADORES).
Outras fontes de consulta na Internet sites: Ateus.net; Mundo dos Filósofos; Consciência.

Texto de autoria de Frederico Ozanam Drummond

terça-feira, 13 de março de 2012

Unidade 2 - Antropologia Filosófica (página 44) – Livro “Filosofando

Unidade 2 - Antropologia filosófica (página 44) – Livro “Filosofando”

Capítulo 4 – Natureza e Cultura (página 46 )

a)     Distinguir as características do comportamento animal e humano.
b)     Refletir sobre o conceito de cultura como fenômeno tipicamente humano

Capitulo 5 – Linguagem e Pensamento (pag. 54.)

a) Abordar a importância da linguagem para o pensamento e a formação do mundo humano.
b) Discutir as diversas formas da linguagem e suas manifestações.
c) Apresentar as funções da linguagem e sua relação com o pensamento e a cultura.

Capitulo 6 – Trabalho, Alienação e Consumo  (pag.66)

a) Abordar os conceitos fundamentais de trabalho, alienação e consumo.
b) Refletir sobre as diferentes formas de trabalho ao longo da história.
c) Analisar o mundo do trabalho na era capitalista.
d) Discutir as relações entre globalização, consumismo, alienação e trabalho

Capitulo 7 – Em Busca da Felicidade (pag. 80)

a) Analisar os conceitos de felicidade.
b) Discutir os temas existenciais do corpo, do amor e do erotismo.
c) Refletir sobre o conceito de felicidade na Filosofia, desde a Antiguidade clássica até a contemporaneidade.
d) Analisar a idéia do individualismo no contexto dos conceitos de felicidade

Capitulo 8 – Aprender a Morrer (pag.95 )

a) Apresentar o pensamento filosófico sobre a morte.
b) Analisar as razões da interdição do tema morte.
c) Discutir a morte e suas razões sociais.
d) Refletir sobre as possibilidades de antecipação da morte.
e) Discutir o comportamento e os valores diante da inevitabilidade da morte

Leituras Complementares

Serão recomendas tendo como referência os nossos Blogs


Atividades

a) Pesquisas na Internet temas sobre a unidade, passado em sala de aula.
b) Atividade em classe: resumo dos textos pesquisados, redações sobre os temas da unidade.
c) Debate em sala de aula sobre temas da Unidade.

Planejamento Professor Frederico Drummond

segunda-feira, 12 de março de 2012

Detalhando Nosso Livro "Filosofando" - Unidade 1 - Descobrindo a Filosofia

Unidade 1 - Descobrindo a Filosofia (página 12)


Capítulo 1 - A Experiência Filosófica (pag. 14)

a) Apresentar como se constrói o pensamento filosófico, explorando a idéia de experiência filosófica.
b) Refletir sobre o papel da Filosofia na construção do conhecimento e do saber.
c) Discutir as diferentes visões sobre Filosofia

Capitulo 2 - A consciência Mítica (pag. 25)

a) Definir o que é um mito, explicando tratar-se de uma intuição compreensiva da realidade.
b) Refletir sobre a função do mito.
c) Analisar a importância dos mitos como forma de pensamento.
d) Discutir a atualidade da idéia de mito e suas manifestações contemporâneas

Capitulo 3 - O nascimento da Filosofia (pag. 36)

a) Apresentar as condições históricas que permitiram à Grécia Antiga tornar se o berço da Filosofia (invenção da escrita e da moeda, criação de Leis escritas; criação da cidade-estado - Polis).
b) Analisar o pensamento dos primeiros filósofos gregos, conhecidos como pré-socráticos: Tales de Mileto, Demócrito, Pitágoras, Heráclito e Parmênides.

Leituras Complementares

Serão recomendas tendo como referência os nossos Blogs




Atividades

a) Pesquisas na Internet sobre “Função do Mito”; “Principais características da Razão” e o “Nascimento da Filosofia”;
b) Atividade em classe: resumo dos textos pesquisados, redações sobre os temas da unidade.
c) Debate em sala de aula sobre temas da Unidade.
d) Assistir ao filme "Matrix" (o primeiro) e compará-lo com a Apologia da Caverna de Platão, procurando refletir sobre questões fundamentais como:
- O que é o real;
- "Conhece-te a ti mesmo" (Oráculo de Delphos)
- "Só sei que nada sei" - Sócrates

Planejamento Professor Frederico Drummond

domingo, 11 de março de 2012

APRESENTANDO NOSSO PROGRAMA E O LIVRO FILOSOFANDO

Sete Lagoas, Março de 2012

Prezados Alunos,


O livro que adotamos para nossos estudos de filosofia, na Escola Estadual Emílio de Vasconcelos Costa, chama-se FILOSOFANDO e é de autoria das professoras Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins. Este livro destina-se a todas as séries do ensino médio regular e do EJA, tendo sido editado em volume único. Isto tem como primeira implicação a necessidade de um maior cuidado com o manuseio e guarda do livro, uma vez que iremos usá-lo pelo menos nos próximos três anos. A segunda implicação, não menos importante, é a distribuição do conteúdo ao longo das séries. Atualmente a filosofia é estudada mesclando os grandes temas filosóficos (como Teoria do Conhecimento, Ética, Filosofia Política, etc.) com a História da Filosofia.
Em relação ao nosso livro, ele foi organizado em 7 grandes Unidades, como mostraremos a seguir:

UNIDADE 1 - DESCOBRINDO A FILOSOFIA
UNIDADE 2 - ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA
UNIDADE 3 - O CONHECIMENTO
UNIDADE 4 - ÉTICA
UNIDADE 5 - FILOSOFIA POLÍTICA
UNIDADE 6 – FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS
UNIDADE 7 – ESTÉTICA

Estas unidades serão nosso mapa de planejamento e estudos. Cada Unidade possui 7 Capítulos, formando um total de 37 capítulos. O livro não sugere uma distribuição dos eixos temáticos nem por série, nem por ano. Esta distribuição, portanto, passa a ser uma responsabilidade do professor de filosofia, em acordo com a equipe pedagógica. Nossas turmas são pioneiras do aprendizado da filosofia, no ensino médio das escolas públicas, em Minas Gerais. Desta forma a distribuição dos eixos tem este caráter também pioneiro. Mas não partimos do zero. O magistério de filosofia possui uma larga tradição, que serve de base para o planejamento dos nossos estudos. Como a distribuição do tempo das séries regulares é diferente das turmas do EJA, iremos acompanhar esta diferença de tempo.

I - Séries Regulares:

1° Ano: Conteúdo

UNIDADE 1 - DESCOBRINDO A FILOSOFIA (1° Bimestre)
UNIDADE 2 - ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA (2° Bimestre)
UNIDADE 3 - O CONHECIMENTO (3° e 4° Bimestre)

2° Ano: Conteúdo

UNIDADE 3 - O CONHECIMENTO (REVISÃO) (1° Bimestre)
UNIDADE 4 – ÉTICA (2°Bi e parte do 3° Bimestre)
UNIDADE 5 - FILOSOFIA POLÍTICA (parte do 3° e 4° Bimestre)


3° Ano: Conteúdo

UNIDADE 4 – ÉTICA (REVISÃO) (1° Bimestre)
UNIDADE 5 - FILOSOFIA POLÍTICA (REVISÃO) (1° Bimestre)
UNIDADE 6 – FILOSOFIA DAS CIÊNCIAS (2° e 3° Bimestre)
UNIDADE 7 – ESTÉTICA (4° Bimestre)


II – Séries do EJA

1° Ano: Conteúdo

UNIDADE 1 - DESCOBRINDO A FILOSOFIA (1° Bimestre)
UNIDADE 2 - ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA (2° Bimestre)
UNIDADE 3 - O CONHECIMENTO (3° e 4° Bimestre)

2° Ano: Conteúdo

1° Etapa (1 °semestre)

UNIDADE 1 - DESCOBRINDO A FILOSOFIA (Revisão) (1° Bi)
UNIDADE 2 - ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA (Revisão) (1° Bi)
UNIDADE 3 - O CONHECIMENTO (Revisão) (2°Bi)

2° Etapa (2° semestre)

UNIDADE 4 – ÉTICA (3° Bimestre)
UNIDADE 5 - FILOSOFIA POLÍTICA(4° Bimestre)
Noções de Filosofia das Ciências e Estética (4° Bimestre)



O detalhamento de cada Unidade será informado ao longo desta semana.

Conheça mais o conteúdo do nosso livro e deixe registrada sua opinião aqui ou no facebook.

FILOSOFANDO

INTRODUÇÃO À FILOSOFIA

MARIA LÚCIA DE ARRUDA ARANHA
MARIA HELENA PIRES MARTINS


sábado, 10 de março de 2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Estas são reflexões propostas para todas as séries: Como passamos do senso comum para o senso crítico?

Prezados alunos,

Alguns temas da filosofia são igualmente importantes para todas as séries (1º,  2º e  3º série - regular e EJA). O que varia é o grau de profundidade e compreensão que podemos alcançar. Em nossas aulas já falamos do significado de estarmos mergulhado na "Caverna" de Platão. Aquela vida de prisioneiros, mergulhados na escuridão, que são nossos preconceitos, nossa alienação e falsos julgamentos, o chamado senso comum.
A filosofia nos oferece ferramentas para iluminar  nossa consciência, permitindo desenvolver nosso senso crítico. 

Leis da Natureza e Ações Contingentes:

Juízo de Fato e Juízo de Valor - Senso Coum e Senso Crítico. 

PONTOS PARA REFLEXÃO:

Leis da Natureza e Ações Contingentes  – Juízo de Fato e Juízo de Valor.

1 – Podemos dizer que a chuva foi “INJUSTA” ao cair em grande volume sobre a cidade do Rio de Janeiro?

2 – Podemos esperar que o Oceano seja “BOM” para os pescadores oferecendo-lhes uma grande quantidade de peixe?

3 – Podemos julgar que o RAIO que caiu sobre um senhor idoso, no interior de Minas, cometeu um ato maldoso?

Tópicos para auxiliar nossas reflexões:

  • As leis necessárias ou da natureza não dependem da vontade humana.
  • Estas leis não estão sujeitas ao nosso Juízo de Valor.
  • Elas não estão subordinadas aos princípios da Ética ou princípios Valorativos.
  • Não podemos julgá-las como certas ou erradas; justas ou injustas.
  • As Leis da Natureza não estão no domínio ético da vontade humana.
  • Sobre as Leis da Natureza só podemos emitir Juízo de Fato.

Questões para resposta individual

(Comente as duas questões abaixo em um folha de caderno)

1 – Se as Leis da Natureza não estão subordinadas aos princípios da Ética e à vontade humana, porque muitas pessoas oram ou rezam pedindo, por exemplo, para que uma enchente não destrua sua casa?

2 – Porque as pessoas fazem promessas para que as chuvas venham no tempo certo para irrigar uma plantação?
3 - Porque julgamos que tudo que aparece em um Jornal da TV é verdadeiro?
4 - Uma revista ou um jornal de circulação nacional  pode mentir com o propósito de atingir algum adversário ou para defender seus interesses econômicos? Procure exemplos que em sua OPINIÃO (seu juizo ou seu senso de avaliação) enquadram-se nesta situação.


Questões para debate e resposta em grupo

Orientação: faça um debate com seu grupo e responda por escrito à questão abaixo:


Se eu afirmo - “É verdade que Deus pode influir nas Leis da Natureza.” Esta afirmação é um Juízo de Fato ou um Juízo de Valor? Porque o grupo pensa assim?


Frederico Drummond, professor de filosofia