quinta-feira, 7 de julho de 2011

Atenção todos os alunos do ensino médio (regular e EJA): vamos conhecer mais sobre filosofia política.

Origem da vida política

Entre as explicações sobre a origem da vida política, três foram as principais e as mais duradouras:

1. As inspiradas no mito das Idades do Homem ou da Idade de Ouro. Esse mito recebeu inúmeras versões, mas, em suas linhas gerais, narra sempre o mesmo: no princípio, durante a Idade de Ouro, os seres humanos viviam na companhia dos deuses, nasciam diretamente da terra e já adultos, eram imortais e felizes, sua vida transcorria em paz e harmonia, sem necessidade de leis e governo.
Em cada versão, a perda da Idade de Ouro é narrada de modo diverso, porém, em todas, a narrativa relata uma queda dos humanos, que são afastados dos deuses, tornam-se mortais, vivem isoladamente pelas florestas, sem vestuário, moradia, alimentação segura, sempre ameaçados pelas feras e intempéries. Pouco a pouco, descobrem o fogo: passam a cozer os alimentos e a trabalhar os metais, constroem cabanas, tecem o vestuário, fabricam armas para a caça e proteção contra animais ferozes, formam famílias.
A última idade é a Idade do Ferro, em geral descrita como a era dos homens organizados em grupos, fazendo guerra entre si. Para cessar o estado de guerra, os deuses fazem nascer um homem eminente, que redigirá as primeiras leis e criará o governo. Nasce a política com a figura do legislador, enviado pelos deuses.
Com variantes, esse mito será usado na Grécia por Platão e, em Roma, por Cícero, para simbolizar a origem da política através das leis e da figura do legislador. Leis e legislador garantem a origem racional da vida política, a obra da razão sendo a ordem, a harmonia e a concórdia entre os humanos sob a forma da Cidade. A razão funda a política.

2. As inspiradas pela obra do poeta grego Hesíodo, O trabalho e os dias. Agora, a origem da vida política vincula-se à doação do fogo aos homens, feita pelo semideus Prometeu. Graças ao fogo, os humanos podem trabalhar os metais, cozer os alimentos, fabricar utensílios e sobretudo descobrir-se diferentes dos animais. Essa descoberta leva a perceber que viverão melhor se viverem em comunidade, dividindo os trabalhos e as tarefas. Organizados em comunidades, colocam-se sob a proteção dos deuses de quem receberam as leis e as orientações para o governo.
Pouco a pouco, porém, descobrem que sua vida possui problemas e exige soluções que somente eles podem enfrentar e encontrar. Mantendo a piedade pelos deuses, entretanto, criam leis e instituições propriamente humanas, dando origem à comunidade política propriamente dita. É a teoria política defendida pelos sofistas. Nessa concepção, o desenvolvimento das técnicas e dos costumes leva a convenções entre os humanos para a vida em comunidade sob leis. A convenção funda a política.

3. As teorias que afirmam que a política decorre da Natureza e que a Cidade existe por natureza. Os humanos são, por natureza, diferentes dos animais, porque são dotados do logos, isto é, da palavra como fala e pensamento. Por serem dotados da palavra, são naturalmente sociais ou, como diz Aristóteles, são animais políticos. Não é preciso buscar nos deuses, nas leis ou nas técnicas a origem da Cidade: basta conhecer a natureza humana para nela encontrar a causa da política. Os humanos, falantes e pensantes, são seres de comunicação e é essa a causa da vida em comunidade ou da vida política. Nessa concepção, a
Natureza funda a política.

a) Na primeira teoria, a política é o remédio que a razão encontra para a perda da felicidade da comunidade originária.
b) Na segunda, a política resulta do desenvolvimento das técnicas e dos costumes, sendo uma convenção humana.
c) Na terceira, enfim, a política define a própria essência do homem, e a Cidade é considerada uma instituição natural.

Enquanto as duas primeiras reelaboram racionalmente as explicações míticas, a terceira parte diretamente da definição da natureza humana.

Texto da professora Marilena Chaui.

Vamos ampliar nosso conhecimento: Política = polis, que, em grego, significa cidade.


Os gregos inventaram a política (palavra que vem de polis, que, em grego, significa cidade organizada por leis e instituições).

Instituíram práticas pelas quais as decisões eram tomadas a partir de discussões e debates públicos e eram adotadas ou revogadas por voto em assembléias públicas;

porque estabeleceram instituições públicas (tribunais, assembléias, separação entre autoridade do chefe da família e autoridade pública, entre autoridade político-militar e autoridade religiosa)

e sobretudo porque criaram a idéia da lei e da justiça como expressões da vontade coletiva pública e não como imposição da vontade de um só ou de um grupo, em nome de divindades.

Os gregos criaram a política porque separaram o poder político e duas outras formas tradicionais de autoridade: a do chefe de família e a do sacerdote ou mago

Fonte: CHAUÍ, Marilene “Convite à Filosofia” - edição na internet.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Eixo Temático II: Filosofia Política. (Para todas as turmas do ensino médio)

Caros Alunos,

Como já havíamos comentado em uma postagem anterior a investigação filosófica da Política esteve presente desde antiguidade grega. O conceito de DEMOCRACIA  surgiu na Grécia, embora seu tendido naquela época fosse diferente do que empregamos hoje.
A professora Marilena Chaui em seu livro "Convite à Filosofia" (confira link nesta página) falando dos campos da filosofia dedica algumas palavras à polífica como reproduzimos abaixo:

● A invenção da política, que introduz três aspectos novos e decisivos para o nascimento da Filosofia: 
1. A idéia da lei como expressão da vontade de uma coletividade humana que decide por si mesma o que é melhor para si e como ela definirá suas relações internas. O aspecto legislado e regulado da cidade - da polis - servirá de modelo para a Filosofia propor o aspecto legislado, regulado e ordenado do mundo como um mundo racional.
2. O surgimento de um espaço público, que faz aparecer um novo tipo de palavra ou de discurso, diferente daquele que era proferido pelo mito. Neste, um poeta-vidente, que recebia das deusas ligadas à memória (a deusa Mnemosyne, mãe das Musas, que guiavam o poeta) uma iluminação misteriosa ou uma revelação sobrenatural, dizia aos homens quais eram as decisões dos deuses que eles deveriam obedecer.
Agora, com a polis, isto é, a cidade política, surge a palavra como direito de cada cidadão de emitir em público sua opinião, discuti-la com os outros, persuadi-los a tomar uma decisão proposta por ele, de tal modo que surge o discurso político como a palavra humana compartilhada, como diálogo, discussão e deliberação humana, isto é, como decisão racional e exposição dos motivos ou das razões para fazer ou não fazer alguma coisa.
A política, valorizando o humano, o pensamento, a discussão, a persuasão e a decisão racional, valorizou o pensamento racional e criou condições para que surgisse o discurso ou a palavra filosófica.
3. A política estimula um pensamento e um discurso que não procuram ser formulados por seitas secretas dos iniciados em mistérios sagrados, mas que procuram, ao contrário, ser públicos, ensinados, transmitidos, comunicados e discutidos. A idéia de um pensamento que todos podem compreender e discutir, que todos podem comunicar e transmitir, é fundamental para a Filosofia.
 PARA REFLETIR E PESQUISAR EM CASA:

Uma emissora de TV brasileira (SBT) está transmitindo uma novela com o nome "Amor e Revolução". Em relação a esta novela procure saber:
a) Qual o tema central da novela?
b) De qual período da história brasileira ela se refere?
c) O que podemos entender por "Ruptura da ordem  democrática", quando acontece uma Democracia moderna um Golpe Militar?
d) O que é Ditadura Militar?
e) O que significa a expressão "Rasgar a Constituição"?
f) Uma das brutalidades em uma ditadura militar é a suspensão dos direitos civís, como o direito à reunião por meios pacíficos e o direito de greve. O que você pensa sobre isto. 

Reflita e pesquise estes temas. No nosso terceiro bimestre iremos realizar uma pesquisa bibliográfica sobre as questões apresentadas.

Bons estudos
Frederico Drummond - Professor de Filosofia.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Revisão de estudos III - Se nossos sentidos podem nos enganar como saberemos o que é o real?

Quem assistiu ao filme Matrix irá, muito provavelmente, lembrar-se desta dúvida que surge para Neo: afinal, o que sinto e vejo é real ou ilusão virtual, gerada por um programa de computador? Esta discursão está no centro da "Apologia ou Mito da Caverna", do filósofo Platão. Os prisioneiros da Caverna tinham a convicção de que o Real eram as sombras projetadas na paredes do lugal em que viviam. Para Platão a saida da Caverna ou da Matrix ocorria com a ajuda da Razão.
A Razão, dizia o filósofo, nos ajuda a superar nossos preconceitos, nossos juizos errôneos (senso comum) através da reflexão e do senso crítico.
O filósofo Socrates fazia este exercício o tempo todo. A todos eles perguntava: - Você acha isto justo? Então me diga - o que é a Justiça? Você acha que isto é verdadeiro? E então, o que é a Verdade?
O Método de Sócrates era baseado nos Diálogos e na prática da Maiêutica ("Dar à Luz" - ou fazer um Parto). A mãe de Sócrates era uma parteira. Assim Sócrates entendia que através do uso racional e sistemático da reflexão era possível superar os erros dos Sentidos e alcançar o Real. Ele dizia que dentro de cada ser humano ("Conhece-te a ti mesmo - Oráculo de Delphos) estava a verdade. E  que com a Maiêutica ele poderia "fazer o parto" da Verdade.

Convido agora, você a refletir sobre isto: O QUE É O REAL? Meus sentidos me enganam? Como posso sair da Caverna ou escapar das armadilhas da Matrix?

Professor Frederico Drummond.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Revisão de estudos II - Natureza, cultura, psiquismo, razão e emoção.

"O coração tem razões que  própria razão desconhece" - Pascal

1 - O título desta postagem  localiza  um debate que estamos promovendo em sala de aula. Em nossos estudos iniciais procuramos marcar a singularidade do Ser Humano face a Natureza.

2 - Esta singularidade é acentuada quando promovemos o debate da relação entre o Cérebro e a Mente.

3 - Nesta sequência examinamos as duas principais doutrinas denominadas Dualismo (destaque para Platão) e o Monismo (destaque para Demócrito).

4 - Recomendo conferir detalhes destas doutrinas em postagens anteriores.

5 - Todas estas reflexão que ocorrem no âmbito da Antrolopologia Filosófica tem como indagação central a questão - Quem é a Pessoa ou o Ser Humano?

6 - ou Quem é o Ser Humano? Quem é este ser que emerge da Natureza (portanto dela faz parte) e ao longo de sua hístória torna-se singular a ela?

7 - O que confere aos Humanos esta ou qualquer singularidade?

8 - Estudamos o Corpo e o Psiquismo.

9 - No Corpo encontramos processos semelhantes  aos encontrados em toda a Natureza: encontramos em operação as Leis Necessárias (Leis que possuem regras idênticas em qualquer parte da Terra e podem ser identificadas pela Razão).

10 - Mas neste mesmo Ser Humano encontramos uma dimensão contingente (acidental), não necessária que estará presente no próprio estudo da Ética e da Filosofia Política.

11 - Em uma síntese brilhante Aristóteles irá denominar o ser humano como Animal Racional.

12 - Racional na sua singularidade e Animal em sua Natureza (os seres humanos surgem na evolução a partir dos primatas).

13 - Mas então fazemos a pergunta? A Razão pode tudo?

14 - A frase de Pascoal -   "O coração tem razões que  própria razão desconhece" nos obriga precisamente a examinar que razões são estas proclamadas pelo Coração.

15 - Descobrimos que além dos Sentidos (que nos coloca em contato com a natureza sensível ) e da Razão que organiza este conhecimento, pela sua racionalidade, descobrimos que existe um vasto universo da dimensão humana que está em uma esfera mais ampla de nossa experiência.

16 - Sentimentos (emoções) e a Intuição passam a figurar em nosso sistema.

17 - Jung, discípulo de Freud, sistematizou este conhecimento . Estes são os elementos de nossa atual reflexão.

Bons estudos para todas as equipes. Durante o mês de Junho este será o campo de nossas reflexões.

Frederico Drummond - professor de filosofia

Revisão de estudos do primeiro e segundo bimestre.

1 - O que significa Dialética?

2 - Qual o significado para a filosofia da expressão - "Conhece-te a ti mesmo", adotada pelo filósofo Sócrates como um importante lema?

3 - "O coração tem razões que a própria razão desconhece". Qual o significado desta frase pronunciada pelo filósofo Pascal?

4 - As emoções (amor, tristeza, alegria, entusiasmo, etc) constituem uma fonte legítima de conhecimento? Explique porque você pensa assim.

5 - Podemos julgar como justos ou injustos os fatos da natureza (regidos por leis naturais)  como um por exemplo uma forte chuva? Explique os motivos de sua opinião.

6 - A Axiologia - ou Teoria do Valor - estudada em Ética é importante para nossa vida em sociedade? Lembramos que a Teoria do Valor busca explicar a origem de princípios éticos e morais como o bem e o mau, o justo e injusto, verdade e mentira, etc.

Bons estudos

segunda-feira, 20 de junho de 2011

ATUALMENTE NÓS PENSAMOS MAIS COMO HERÁCLITO OU COMO PARMÊNIDES ?

Prezados Alunos:
Pesquisem o significado do conceito de Dialética ao longo da história da filosofia. Depois, produzam um pequeno texto com o material pesquisado. Bons estudos: 

Parte da geração dos anos 30 (prosseguindo até os dias atuais) foi fortemente influenciada pelo pensamento marxista. Noções como dialética contradição antagônica, superação dos opostos fazia parte do universo intelectual desta geração. Por sua vez o pensamento hegeliano teria exercido uma influência muito importante na consolidação do pensamento dialético do final do século XIX e começo do século XX.
Uma outra vertente do pensamento, originária do encontro da física quântica com a chamada psicologia transpessoal e a ecologia profunda  (tento como importante divulgador o físico Fritjof Capra), promoveu uma singular aproximação com o misticismo oriental. Esta corrente de pensamento pode ser identificada como sistêmica, ecológica ou holística (existe um grande diálogo crítico entre os representantes  destas correntes).
Citando especificamente os escritos de Capra (Física Moderna e Misticismo Oriental – Além do Ego – p 70), podemos entender melhor o sentido da Impermanência como sentido fundamental da realidade:

            “Uma das principais descobertas da teoria quântica foi o reconhecimento de que a probabilidade é um elemento fundamental da realidade atômica que rege todos os processos e até a existência da matéria. As partículas subatômicas não estão com certeza em lugares definidos, mostrando antes – como disse Heisenberg – tendências a existirem. Os eventos atômicos não ocorrem com certeza em momentos definidos e de maneiras definidas, mostrando antes tendências a ocorrerem. (...)”.

Para ficarmos apenas com estas duas importantes referências identificamos no pensamento de Heráclito uma maior proximidade com a visão contemporânea da realidade. Sua formulação “ Tudo é devir e movimento” é singularmente contemporânea.

Texto: professor Frederico Drummond

domingo, 12 de junho de 2011

Aulas complementares. Ampliando o conceito da Antropologia Filosófica.

Olá alunos. Vamos aproveitar nosso feriado do dia 13 para ampliar nosso entendimento sobre a pergunta: O que é a Pessoa? Ou o que é o Ser Humano. O texto é longo, mas vale a pena conferir. Envie suas dúvidas pelo e-mail amo.sofhia@gmail.com


QUEM É O SER HUMANO?

Qual desafio nos coloca esta indagação face às reflexões propostas pela Antropologia Filosófica? O tema, proposto possui uma direção: interpretar o ser humano no domínio de suas características constitutivas, incluindo sua realidade bio-psíquica-espiritual-transcendente.  O texto foi distribuido em cinco tópicos e pode ser lido no seguinte endereço: http://fiatilux.blogspot.com/

1) Dimensão psíquica;
2) Dimensão espiritual:
3) Dimensões biológica e social
4) A Jornada Humana
5) A Mística: Força Motriz da Práxis da Solidariedade
Boa leitura
Frederico Drummond - professor de filosofia
 

sábado, 11 de junho de 2011

Sistema Popular de Educação Solidária - Uma capacitação para cursos EAD.

Orientações aos alunos de filosofia da EE Emílio de Vasconcelos Costa:

1 - O professor desta disciplina, Frederico Drummond e gestor deste Blog manifestou sua adesão formal à greve dos professores estaduais em Minas Gerais.

2 - Esta não é, e nunca poderia ser, uma greve contra a sociedade, contra a educação, contra os alunos. Esta é uma greve a favor da Legalidade e da Democracia. O governo de Minas Gerais, chefiado pelo governador Anastasia recusa-se a cumprir a Lei, implementando o Salário Mínimo Nacional, aprovado em Lei Federal para todos os Estados  brasileiros.

3 - Para descumprimento da Lei o governo do sr Anastasia usa de artifícios. Veja texto completo no blog http://www.theiaviva.blogspot.com/ .

4 - Para evitar que os nossos alunos tenham qualquer forma de prejuizo em seus estudos estamos instituindo o Sistema Popular de Educação Solidária EAD. Pedimos a toda a comunidade de Sete Lagoas  para divulgar esta iniciativa.

5 - SPES-EAD seguirá a metologia que temos usado neste Blog. Diariamente faremos postagem de Textos para Estudos, com questões para auto-avaliação.
O e-mail do Blog estará sempre disponível para consultas individuais, bastando endereçar para: amo.sofhia@gmail.com -
Além dos nosso endereço  Facebook  - http://www.facebook.com/profile.php?id=100002266645482. - Filosofia Sete Lagoas de (Frederico Drummond);
E no Orkut - http://www.orkut.com.br/Main#Notifications?uid=11841159771082220775
A comunidade educacional de Sete Lagoas conhece a minha seriedade e competência para implementar o presente Sistema.
A iniciativa está de acordo com a filosofia e prerrogativas da Economia Solidária e Governança Comunitária, oficialmente adotadas pelo Governo Federal.  

6 - Recomendamos aos pais dos nossos alunos que façam também o acompanhamento destas atividades.

7 - Este formato do Blog prosseguirá até o final da Paralização dos Servidores da Educação do Estado de Minas Gerais. Consideramos que esta é uma solução democrática para uma crise: Manter a  justa paralização via sistema oficial de ensino e criar um Sistema Solidário de educação para todos os alunos.

Um grande abraço a todos

Frederico Drummond - Professor de Filosofia

sexta-feira, 10 de junho de 2011

"País rico é país sem pobreza". O fim da pobreza começa com educação de qualidade.

Nós, professores públicos, servidores pelo Estado de Minas Gerais, para garantir um legítimo programa de inclusão social e fim da pobreza defendemos a priorização do Ensimo Público de Qualidade.  A Educação é estratégica para ações de curto, médio e longo prazo na mudança do patamar de competência geral do País em seu processo de desenvolvimento sustentável. A Educação é a garantia da sustentabilidade. O Governo do Estado de Minas Gerais recusa-se, com suas práticas, a reconhecer esta função estratégica da Educação.
Por isto nós professores estaduais estamos a partir do dia 13 de junho em greve geral e por prazo indeterminado.
Nos próximos dias emitiremos comentários e recomendações sobre esta paralização dos professores.

EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Fredeiro Drummond - Professor de Filosofia

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"O coração tem razões que própria razão desconhece" - Pascal

O título desta postagem  localiza  um debate que estamos promovendo em sala de aula. De fato nossos estudos iniciais procuram marcar a singularidade do Ser Humano face a Natureza. Esta singularidade é acentuada quando promovemos o debate da relação entre o Cérebro e a Mente. Nesta sequência examinamos as duas principais doutrinas denominadas Dualismo (destaque para Platão) e o Monismo (destaque para Demócrito). Recomendo conferir detalhes destas doutrinas em postagens anteriores. Todas estas reflexão que ocorrem no âmbito da Antrolopologia Filosófica tem como indagação central a questão - Quem é a Pessoa? ou Quem é o Ser Humano? Quem é este ser que emerge da Natureza (portanto dela faz parte) e ao longo de sua hístória torna-se singular a ela? O que confere aos Humanos esta ou qualquer singularidade? Estudamos o Corpo e o Psiquismo. No Corpo encontramos processos semelhantes  aos encontrados em toda a Natureza: encontramos em operação as Leis Necessárias (Leis que possuem regras idênticas em qualquer parte da Terra e podem ser identificadas pela Razão). Mas neste mesmo Ser Humano encontramos uma dimensão contingente, não necessária que estará presente no próprio estudo da Ética e da Filosofia Política.
Em uma síntese brilhante Aristóteles irá denominar o ser humano como Animal Racional. Racional na sua singularidade e Animal em sua Natureza. Mas então fazemos a pergunta? A Razão pode tudo?
A frase de Pascoal -   "O coração tem razões que  própria razão desconhece" nos obriga precisamente a examinar que razões são estas proclamadas pelo Coração. Descobrimos que além dos Sentidos (que nos coloca em contato com a natureza sensível ) e da Razão que organiza este conhecimento, pela sua racionalidade, descobrimos que existe um vasto universo da dimensão humana que está em uma esfera mais ampla de nossa experiência. Sentimentos (emoções) e a Intuição passam a figurar em nosso sistema. Jung, discípulo de Freud, sistematizou este conhecimento . Estes são os elementos de nossa atual reflexão.

Bons estudos para todas as equipes. Durante o mês de Junho este será o campo de nossas reflexões.

Frederico Drummond - professor de filosofia

sábado, 28 de maio de 2011

O "meu" Deus irá nos Salvar. E o seu Deus?

O texto que estou postando a seguir constitui documento produzido pelo Centro de Referência Virtual, da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais. Ele constitui material de reflexão no II Eixo de nossos estudos, que trata da questão da Ética em filosofia. O tema deste Eixo  é Universalidade e Relatividade dos Valores.
Os valores e regras morais são universais, valendo para todos, ou são relativos às culturas, épocas e situações?

Podemos afirmar que alguns princípios morais são válidos independentemente de seu contexto, ou, ao contrário, a moralidade é essencialmente histórica e cultural?

O ponto de partida deste problema é uma constatação de fato: há uma grande diversidade de leis e costumes entre diferentes sociedades e culturas. Mais que isso, dentro de uma mesma sociedade é possível encontrar pessoas e grupos com hábitos e convicções morais diferentes. Como compreender este fato?
Em relação a esta questão se dividem relativistas e universalistas.

Para os primeiros, o costume é a origem e o critério da moralidade. Levando esta idéia às suas últimas consequências, chega-se à afirmação que não há uma posição moral mais correta do que outra.

Já os universalitas acreditam que, por mais forte que sejam os costumes, o que é moral ou imoral não é determinado por eles, mas por um ponto de vista que ultrapassa a particularidade.

O desafio não é novo: colocou-se para os historiadores e filósofos da antiguidade – ver as reflexões de Heródoto sobre os hábitos dos Persas e o grande debate entre Platão e os sofistas sobre se o justo e o injusto são definidos pelos costumes (Teeteto 172).

Colocou-se novamente na modernidade, com a descoberta das Américas, quando os indígenas foram compreendidos tanto como bárbaros aos quais faltavam “Deus, lei e rei”, quanto como um exemplo de ser humano mais próximo das leis naturais – ver o capítulo “Dos Canibais”, nos Ensaios de Montaigne.
Nos séculos XIX e XX, os antropólogos questionaram o que o senso comum afirmava sobre os povos primitivos, rapidamente identificados como inferiores.

Nos dias de hoje, a sociedade globalizada aproxima tradições, religiões e costumes, o que pode ser um fenômeno gerador de conflito, mas também de novas formas de respeito e de reconhecimento. Justifica-se, assim, plenamente, a inclusão deste tema no programa, como um meio tanto de enriquecer a visão que o aluno tem do outro quanto de avaliar seu compromisso com suas próprias convicções.




Fonte: Centro de Referência Virtual

sexta-feira, 27 de maio de 2011

OXI, o Anjo da Morte.

Este era para ser um relato de ficção. Gostaria que fosse. Mas a estrutura geral é tenebrosamente simples: jovens chegam drogados à sala de aula e continuam se drogando no espaço da escola. Intimidados não dizemos nada. Ficamos aguardando por uma ajuda que nunca vem. Simulamos que não é conosco.  Mostramos medo. Enquanto isto nossos filhos estão morrendo. De uma forma covarde.  O Anjo da Morte tem muitos nomes. O mais recente (será?) possui um nome lacônico: OXI. Poderia ser merla, crack, colírio para glaucoma, álcool com qualquer mistura de anfetaminas. A esta altura o nome  pouco importa. Eles estão morrendo. Dentro da nossa casa, da nossa igreja, da nossa escola. Quase sempre uma morte lenta. Quase sempre devastadora. E não fazemos quase nada.

Frederico, professor de filosofia.

O que é Monismo (2)

Familiarizando com os Termos Filosóficos.
O domínio dos termos usados em filosofia constitui uma boa ferramenta para nossas pesquisas e consultas. O siste http://www.filoinfo.bem-vindo.net/filosofia/ é uma boa fonte para estas pesquisas. Vejam estes exemplos


Definition:
(in. Monism; fr. Monisme, al. Monismus; it. Monismó).


(do gr. monos, um só).


sistema filosófico segundo o qual há somente uma realidade: a matéria ou o espírito. — Opõe-se o monismo materialista de Marx ao monismo espiritualista de Hegel; ao sistema de Spinoza, que identifica Deus com a natureza, deram-se tanto interpretações materialistas (que se colocam do ponto de vista da Natureza, com a qual o filósofo teria identificado Deus) quanto espiritualistas (que se situam do ponto de vista de Deus, ao qual teria Spinoza relacionado toda a realidade natural). O monismo suprime, assim, a diferença de natureza que parece existir em nossa consciência e no mundo, entre o espírito e a matéria. (Contr.: dualismo, pluralismo.) [Larousse]

O que é Dualismo? (1)

Familiarizando com os Termos Filosóficos.
O domínio dos termos usados em filosofia constitui uma boa ferramenta para nossas pesquisas e consultas. O siste http://www.filoinfo.bem-vindo.net/filosofia/ é uma boa fonte para estas pesquisas. Vejam estes exemplos:



O dualismo em geral, em oposição ao monismo, mantém os contrastes essenciais existentes na realidade entre o ser contingente e o Ser absoluto (mundo e Deus) e, dentro da esfera do contingente, entre conhecer e ser, entre matéria e espírito, respectivamente entre matéria e forma vital unida ao material, entre ser e ação, entre substância e acidente, etc. — Toda pluralidade se deve reduzir certamente à unidade em seu último fundamento, mas não deve ser suprimida em sua própria esfera. — Ao invés, dualismo designa, com frequência, o outro extremo do monismo: a dualidade pura, irredutível. Assim, o dualismo metafísico estreme explica a limitação e o mal no mundo, pela aceitação de dois princípios: um princípio "potencial", a par de Deus, e coeterno com Ele, que põe obstáculos e limites à Sua ação configuradora do universo (a matéria eterna de Platão), ou então um ser mau independente frente ao princípio bom (maniqueísmo). Também o dualismo antropológico, tal como é defendido por Descartes, não toma em conta a unidade de corpo e alma que, superando a dualidade, existe no homem (corpo e alma [Relação entre]). — WlLLWOLL. [Brugger]